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Empreendedorismo

5 motivos para alinhar atendimento humano e tecnologia

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Especialista explica como é possível criar sinergia entre ambos para melhorar o relacionamento com os clientes

É possível usar atendimento automatizado e humano É possível usar atendimento automatizado e humano Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock

Quando bem usada, a tecnologia, em especial a inteligência artificial (IA), é uma grande aliada no dia a dia. E, quando falamos de atendimento ao cliente, é ainda mais importante saber como utilizar as ferramentas dispostas, pois é necessário também se atentar para não deixar o lado humano de lado.

Infelizmente, 43% dos consumidores brasileiros disseram que se sentem colocados em segundo plano pelas empresas, conforme mostrou o relatório global de Tendências em Experiência do Cliente da Zendesk em 2022.

Além disso, uma pesquisa de 2023 da plataforma Genesys apontou que 80% dos clientes preferem lidar com atendentes humanos quando precisam acionar o serviço de atendimento ao consumidor (SAC). Outro número alarmante também trazido pela Genesys: 67% das pessoas afirmaram que encerraram o atendimento ao não conseguir falar com um humano.

Equilíbrio entre atendimento humano e automatizado

Luiz Felipe, gerente de atendimento da Leste Telecom, empresa provedora de internet, afirma que é possível aliar os dois tipos de atendimento, o automatizado e o humano, para melhorar o relacionamento com os clientes.

“Saber como utilizar a tecnologia a nosso favor, na área de atendimento ao consumidor, traz uma vantagem competitiva gigantesca para as empresas, que conseguem não apenas otimizar certas tarefas, mas também focar o atendimento humano no que realmente é importante para o cliente”, diz.

Por isso, a seguir, Luiz Felipe comenta sobre os cinco benefícios da união entre o atendimento humano e o automatizado. Entretanto, também é importante manter um alerta: “Não podemos, em hipótese nenhuma, abrir mão de questões primordiais, como a segurança e a privacidade dos clientes, para priorizar a tecnologia. Além disso, ela não deve substituir os atendentes humanos: só nós, pessoas reais, somos capazes de exercer empatia e tratar cada pessoa como ela deve ser tratada”, diz.

1. Aprimoração da personalização no atendimento

Criar sinergia entre os dois tipos de atendimento permite gerar abordagens personalizadas baseadas nos relatos de cada cliente. Por exemplo, softwares e inteligência artificial podem ser ótimos para reter informações e fazer análise de dados. Então, os atendentes humanos são capazes de estudar caso por caso e criar maneiras de adaptar os atendimentos às necessidades individuais de cada cliente.

2. Aumento na eficiência operacional

Adotar soluções tecnológicas para automatizar tarefas mais rotineiras e corriqueiras, como o simples fato de realizar a ‘triagem’ do problema que o cliente traz, faz com que a equipe humana possa se ater às questões mais urgentes e complexas do atendimento, além de facilitar que a empresa otimize recursos e reduza custos operacionais. Desse modo, conseguimos criar, acima de tudo, um suporte ao cliente ético e transparente, ainda mais se tratando de situações delicadas.

A inteligência artificial pode auxiliar no atendimento ao cliente Imagem: Roman Samborskyi | Shutterstock

3. Aperfeiçoamento na experiência do cliente

Neste ponto, a maior aliada é a inteligência artificial, seguida pelos chatbots. Essas ferramentas ajudam a criar uma experiência de cliente contínua e de alta qualidade em todos os canais de comunicação, especialmente para empresas que usam aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram.

Enquanto os ‘robozinhos’ fazem triagem dos problemas e redirecionam o cliente para a área específica, os atendentes humanos têm mais tempo para praticar escuta ativa, algo importantíssimo ao lidar com pessoas. Além disso, um atendimento mais rápido, às vezes até instantâneo, gera uma visão muito positiva da marca.

4. Sustento na cultura de inovação

A tecnologia, sempre em constante mudança e evolução, força com que as empresas busquem por soluções inovadoras a todo momento. Dessa forma, as companhias criam uma espécie de ‘radar’ que as ajuda a antecipar as demandas do mercado e a pensar em soluções e serviços diferenciados, abrindo vantagem sobre a concorrência.

Não só isso: as empresas também acabam promovendo o treinamento contínuo de seus colaboradores humanos, o que ajuda a aprimorar o relacionamento com os clientes.

5. Construção de relacionamentos duradouros

Com todos os pontos já explicados, é inegável que aliar a eficiência das soluções tecnológicas com o atendimento humano e personalizado, que apenas colaboradores humanos conseguem proporcionar, faz com que os clientes vejam as empresas com outros olhos. Tanto as soluções imediatas da inteligência artificial ou chatbots quanto a empatia humana criam uma espécie de ‘fidelização de clientela’, de modo que as pessoas passem a recomendar os produtos da empresa, por exemplo.

Por Maria Fernanda





Fonte: Jovem Pan

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5 especialidades mais requisitadas na Medicina

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Tempo de Leitura:2 Minuto, 38 Segundo


A complexidade dessas áreas é um dos fatores que fazem com que sejam muito estimadas no mercado de trabalho

Algumas áreas da medicina que demandam mais complexidade tendem a ser mais valorizadas Algumas áreas da medicina que demandam mais complexidade tendem a ser mais valorizadas Imagem: Konstantin Chagin | Shutterstock)

A medicina é uma das áreas mais respeitadas no mercado de trabalho e essenciais da sociedade, oferecendo uma ampla gama de especialidades. Contudo, algumas áreas médicas que demandam alta complexidade tendem a ser mais valorizadas que outras. Além disso, a média salarial pode variar conforme a experiência do profissional, região e local de trabalho.

A seguir, veja quais são as especialidades médicas mais valorizadas no mercado de trabalho!

1. Cardiologia

Cardiologistas são especialistas no diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas e do sistema circulatório. Com o aumento dos problemas cardiovasculares devido ao envelhecimento da população e aos estilos de vida modernos, a demanda por esses profissionais está em constante crescimento. Em média, a área oferece um salário de R$ 12 mil mensal.

2. Oncologia

Oncologistas se dedicam ao estudo e tratamento do câncer, uma das principais causas de morte em todo o mundo. Com os avanços tecnológicos e terapêuticos, a especialidade está em constante evolução, exigindo profissionais altamente qualificados para desenvolver e aplicar tratamentos personalizados. Um médico oncologista ganha em torno de R$ 10 mil por mês.

O envelhecimento da população tem intensificado a procura por ortopedistas Imagem: Inside Creative House | Shutterstock

3. Ortopedia

Ortopedistas tratam de problemas nos ossos, articulações, ligamentos, tendões e músculos. Com o aumento dos esportes e atividades físicas, bem como o envelhecimento da população, a necessidade de especialistas na área tem crescido significativamente. A complexidade das cirurgias ortopédicas e a reabilitação dos pacientes contribuem para a valorização desses profissionais. Devido a esses fatores, a média salarial dessa profissão é de R$ 8 mil por mês.

4. Neurologia

Neurologistas são responsáveis pelo diagnóstico e tratamento de distúrbios do sistema nervoso, incluindo doenças do cérebro, medula espinhal e nervos periféricos. Condições como Alzheimer, Parkinson, epilepsia e esclerose múltipla estão se tornando mais prevalentes, aumentando a demanda por esses profissionais. A complexidade dos casos e o impacto direto na qualidade de vida dos pacientes fazem desta uma especialidade altamente respeitada e bem remunerada, com um salário médio de R$ 11 mil por mês.

5. Medicina Intensiva

Médicos intensivistas são especializados no cuidado de pacientes críticos, muitas vezes em unidades de terapia intensiva (UTI). Esses profissionais são essenciais para a gestão de condições médicas graves e emergências, proporcionando cuidados contínuos e complexos. A pandemia de COVID-19 destacou ainda mais a importância dos intensivistas, aumentando a demanda, e a média salarial desses especialistas, que gira em torno de R$ 10 mil.





Fonte: Jovem Pan

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Veja como Geração Z busca equilíbrio entre trabalho e bem-estar

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A escalada profissional a qualquer custo sai de cena para dar lugar à saúde e à realização interior. Conheça a chamada quiet ambition

Geração Z tem optado pelo equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho Geração Z tem optado pelo equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho Imagem: mentalmind | Shutterstock

O filósofo francês Albert Camus (1913-1960) não saiu da minha mente até que o incluísse na introdução deste texto. Um dos grandes pensadores existencialistas do século 20, ele dedicou sua obra, incluindo o livro “O Mito de Sísifo”, à defesa da ética da solidariedade e da compaixão como uma resposta existencial à condição humana compartilhada. Em vez de fomentar ambientes de competição, deveríamos nos unir em busca do bem comum, propunha Camus. 

Infelizmente, o pensamento dele jamais influenciou as práticas corporativas. Tampouco impediu que eu e muitas pessoas ao meu redor fôssemos ensinadas, desde cedo, a reconhecer o prestígio, a riqueza e o poder como sinais de sucesso.

Como resultado, o que se vê hoje é a consolidação de um mercado de trabalho que não só cobra como celebra a competição entre os trabalhadores, pressionados a perseguir uma excelência inalcançável. Tudo isso, claro, impulsionado pelo capitalismo sem freios, pelo avanço tecnológico e pela crescente complexidade dos mercados.

Ambição silenciosa

Acontece que a pressão por desempenho, a insegurança no emprego e o desequilíbrio entre vida profissional e pessoal criam um ambiente propício para o estresse, a ansiedade e a depressão. Não é de estranhar, portanto, que esteja ganhando força a expressão em inglês, já considerada um movimento: a quiet ambition (ambição silenciosa), ou seja, profissionais – especialmente a Geração Z – que rejeitam e sequer almejam posições de liderança, cumprindo apenas as demandas que estão em seu contrato de trabalho. Nada além disso. A prioridade deles é inegociável: saúde física e mental. 

Definida sociologicamente como o conjunto das pessoas nascidas entre 1997 e 2010, a Geração Z é, em grande parte, filha da Geração X, que abarca os nascidos entre 1965 e 1980. E sobram motivos para entender porque tantos aderiram à quiet ambition. Antes de julgá-los, tentemos compreendê-los.

“Eles passaram a infância e a adolescência ouvindo seus pais falarem mal do trabalho, adoecerem, viverem irritados, em casamentos caóticos e com momentos de lazer inexistentes. E, quando se aposentaram, não estavam mais ricos nem mais bem-sucedidos, ou mais felizes. Ou seja, todo esse esforço de ‘se matar de trabalhar’ foi em vão”, conta a pesquisadora, escritora e palestrante Vania Ferrari, que atua em parceria com Anna Nogueira, ambas especialistas em Recursos Humanos. 

Outros valores

Anna Nogueira, por sua vez, destaca que essa geração nasce com mais consciência social e ambiental. E, justamente por isso, observa-se que as práticas empresariais de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) não foram aplicadas, assim como o aquecimento global não foi combatido e nem se alcançou a equidade de gênero.

“Com essa mistura de frustração, doenças e eufemismos, a Geração Z entendeu que não adianta se dedicar desmedidamente ao trabalho. O bom é viver com simplicidade, menos responsabilidades e mais tempo e saúde para aproveitar a vida”, aponta a especialista. 

Adriana Perazzelli, psicanalista e facilitadora de aprendizagem corporativa, também acha que a Geração Z foi educada por pais que, em alguma medida, projetaram em seus filhos uma vida menos estressante, face à experiência deles. Soma-se a isso o fato de viverem numa época com mais possibilidades de escolhas.

“Estão inseridos em um mundo repleto de informações e recursos propícios para olhar todos os pilares da existência, e o trabalho é apenas um deles, não o principal. A carreira, nesse caso, não se sobrepõe à qualidade de vida e às escolhas pessoais”.

A Geração Z buscar por dias mais tranquilos Imagem: Vectorium | Shutterstock

Busca por dias mais tranquilos

Como é de se esperar, a busca por dias mais tranquilos e significativos, em contraposição à consagrada escadaria do êxito, tende a impactar positivamente a saúde mental e emocional dos mais jovens. Adriana relata que vem conversando com muitos profissionais que se enquadram na Geração Z, incluindo sua filha, e eles costumam demonstrar consciência de que o futuro é incerto e as oportunidades de trabalho, menores, ao contrário dos desafios, que aumentam.

“Eles estão criando métricas de sucesso alinhadas com o propósito de uma vida mais saudável, bem como espaços dentro de si mesmos para isso, incluindo na rotina atividades de saúde e bem-estar para dar conta do viver e das demandas com mais qualidade”, diz a psicanalista.

O resultado são jovens que se cuidam e percebem ambientes tóxicos, relacionamentos abusivos e se autorizam a ter interesses particulares para além das horas dedicadas ao trabalho. “Isso ajuda a reduzir o estresse, as crises de ansiedade, distúrbios de humor, evita burnout, entre outros transtornos físicos e mentais”, enfatiza.

Veja você, o equilíbrio entre as áreas pessoal e profissional, autonomia e liberdade, espaço e tempo para cuidar do corpo e da mente, e a escolha de ambientes de trabalho com uma cultura organizacional saudável são as novas métricas do sucesso. Sem dúvida, esse movimento está redefinindo o que entendemos por realizar-se e influenciará as gerações que estão vindo aí.

Lucro não é tudo

Todavia, resta saber: como as corporações estão reagindo à quiet ambition? Na opinião de Vania Ferrari, autora do Manual de um Gerente à Beira de um Ataque de Nervos (Texto & Texturas), os líderes de RH demoraram muito para entender o que estava acontecendo. Ela lembra que solicitações antigas da Geração Z, como jornadas reduzidas e home office, por exemplo, só foram implantadas por causa da pandemia.

“Ou seja, as demandas por menos pressão e mais qualidade de vida são antigas e ainda não foram totalmente atendidas. Então, cabe aos profissionais de Desenvolvimento Humano e Organizacional atualizarem suas listas de benefícios e, principalmente, capacitarem seus líderes para serem profissionais mais inteligentes emocional e tecnicamente”, afirma. 

Para Anna Nogueira, esse movimento não é passageiro e demonstra muitos benefícios no médio e longo prazo. Em primeiro lugar, obriga as empresas a implementarem corretamente as práticas ESG, provando que estão fazendo a diferença na sociedade. Daí por diante, conseguirão atrair talentos.

E, na demanda por novos colaboradores, ela enxerga a oportunidade dessas empresas recrutarem pessoas que serão formadas do zero, dentro de uma nova prática comportamental das corporações. Como? Por meio de programas sólidos de formação acadêmica, técnica e socioemocional voltados para a captação de jovens, dentre eles, os de classes periféricas.

“Todos nós nascemos para transformar nosso entorno para melhor. E o trabalho é o jeito de fazer isso. Entretanto, o modo atual ficou insustentável, isto é, obter lucro sem oferecer nada em troca para a sociedade e para o planeta. Esses movimentos de desistência são ótimos para fazerem os acionistas sentirem no bolso o resultado de tanta ganância. A gente não tem que mudar a cabeça dessa geração. A gente tem que mudar a cabeça dos empresários”, defende Anna. 

Mudanças por parte do trabalhador

É claro que essa mudança exige não apenas que as empresas se adaptem, mas que os colaboradores também façam o mesmo e busquem novas formas de trabalhar e se relacionar. Adriana Perazzelli aponta que a falta de ambição dentro do modelo corporativo de grande parte das empresas gera risco de estagnação, problemas de desempenho, dificuldades de adaptabilidade e de mudanças, pressão social e fracassos.

“Para minimizar os riscos, o profissional dessa geração precisa aprender a gerir o tempo, fazer-se presente e estar em constante aprendizado. Também é válido clarear seus objetivos de carreira, buscar empresas alinhadas com seu perfil e até ter mais de uma fonte de renda”.

Segundo ela, o caminho do meio para os jovens da Geração Z encontrarem propósito e significado pessoal, sem terem de abandonar todas as ambições, é transformar as próprias escolhas e abrir mão de outras.

“Muitas vezes, a pessoa quer a segurança de uma carreira em grandes corporações, bem como o status, mas não quer abrir mão do seu tempo. Nesses casos, sempre trago a reflexão para cada um saber qual o preço do seu desejo. O quanto quer investir no que considera relevante? Para tanto, onde você poderá exercer sua profissão e ter mais qualidade de vida?”.

É evidente que o movimento quiet ambition está servindo como fonte de aprendizado para todas as gerações. As mais antigas observam como os membros da Geração Z estão abandonando a busca frenética por reconhecimento e status em favor de uma abordagem mais holística e satisfatória para suas carreiras. Ao mesmo tempo, os mais jovens estão absorvendo as experiências e os ensinamentos dos que vieram antes. É ou não é uma auspiciosa calibragem tendo em vista os desafios a que todos nós estamos expostos? 

Em minha mente, Albert Camus está feliz em não nos ver como competidores em uma corrida sem fim, mas seres em franca construção de um ambiente de trabalho mais humano e compassivo. Assim, fora dele, também prevalecerá o que há de bom.

Por Gustavo Ranieri – revista Vida Simples

Jornalista e pertencente à Geração Y. O autoconhecimento, as práticas meditativas e a terapia o ajudaram a ressignificar o sentido de sucesso e suas fontes de realização.





Fonte: Jovem Pan

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3 dicas para não cair em golpe de vaga e entrevista de emprego

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Veja cuidados para adotar e prevenir de problemas com dinheiro e informações pessoas

Golpistas se aproveitam do sonho dos trabalhadores por uma vaga de emprego para enganá-los Golpistas se aproveitam do sonho dos trabalhadores por uma vaga de emprego para enganá-los Imagem: fizkes | Shutterstock)

Conquistar uma vaga de emprego é um dos sonhos entre os mais de 8,6 milhões de brasileiros desempregados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, essa tarefa pode ser um tanto quanto desafiadora, principalmente quando há a possibilidade de se deparar com golpes de entrevistas de trabalho.

“Os golpistas têm refinado os elementos para enganar os candidatos, com o uso inapropriado da imagem de empresas, como logotipo e timbragem, para dar a sensação de veracidade. Com isso, eles tentam se aproveitar dos indivíduos para extorquir significativas quantias”, explica Andréa Felgueiras, gerente executiva de Marketing no ManpowerGroup Brasil, empresa especializada em recrutamento e seleção.

Pensando nisso, a especialista elenca 3 dicas essenciais para ajudar a identificar e não cair em golpes de vagas e entrevistas de emprego. Confira!

1. Não pague nada

A especialista explica que, geralmente, os golpistas afirmam ser necessário pagar para fazer um exame admissional ou toxicológico antes de efetuar a “contratação”, o que não é verdade. Essa artimanha é uma das mais comuns: eles entram em contato via SMS ou por aplicativos de mensagens e iniciam uma conversa com a vítima. Depois, afirmam que o candidato foi aprovado e que é necessário pagar um exame para a admissão. Após o pagamento do suposto exame médico, normalmente via PIX, o falso recrutador some e o profissional descobre que caiu em um golpe.

“Esse é um ponto de atenção importante por dois motivos. Primeiro, não se é aprovado em nenhuma vaga sem fazer uma entrevista ou qualquer outra forma de seleção. Segundo, os custos desses exames costumam ser das empresas, e não do novo colaborador”, explica Andréa Felgueiras.

Consultar o perfil das empresas na internet é uma estratégia eficaz para evitar cair em golpes Imagem: Dean Drobot | Shutterstock

2. Verifique se a vaga é verdadeira

Pesquise sobre a vaga no portal e nas redes sociais da empresa. Se o golpe já é recorrente, muitas vezes há um alerta fixado nas páginas da companhia; portanto, vale ficar de olho nos perfis. “Recomendamos certificar-se de que a vaga é verdadeira até mesmo antes de preencher qualquer formulário com dados pessoais, uma vez que os golpistas também podem fazer o uso indevido dessas informações”, orienta a especialista.

Segundo ela, ainda assim, é necessário atenção, pois os golpistas também podem fazer uso das informações e imagens dessas plataformas. “Em caso de dúvidas, peça para o recrutador enviar um e-mail e verifique se domínio do endereço é, de fato, da empresa. Outra opção é enviar uma mensagem nos canais oficiais da contratante para se certificar da existência da posição, informações do processo seletivo e até mesmo a identidade de quem fez a abordagem”, acrescenta.

3. Pesquise o local da entrevista

Andréa Felgueiras entende que a expectativa por uma recolocação pode comprometer um pouco a atenção do candidato durante a busca por emprego. Ela reforça que as pessoas devem tentar manter a calma e se atentar aos detalhes.

“Os golpistas usam fotos de recrutadores existentes e trazem informações reais sobre a empresa com objetivo de confundir as vítimas. Caso peçam para ir até o local da entrevista, pesquise o telefone oficial da empresa, ligue antes e pergunte sobre o processo seletivo. Esse contato vai ajudar a entender se de fato está acontecendo uma triagem para a seleção de funcionários da empresa naquele endereço”, finaliza.

Por Ludmila Andrade 





Fonte: Jovem Pan

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