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Com um modelo de negócio único, Agibank conquista a baixa renda e atrai R$ 40 bilhões em acordo de funding

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Com um modelo de negócio único, Agibank conquista a baixa renda e atrai R$ 40 bilhões em acordo de funding
Tempo de Leitura:7 Minuto, 45 Segundo


Os números falam por si só. No primeiro trimestre de 2024, o Agibank teve lucro líquido de R$ 215,5 milhões, valor 268,1% superior ao obtido no mesmo período de 2023 e 48,1% acima do quarto trimestre de 2023. E o momento é ainda mais relevante, pois o banco segue se preparando para oferecer soluções cada vez mais completas construídas com tecnologia de ponta para um mercado estimado em 100 milhões de pessoas.

De janeiro a março de 2024, o resultado operacional atingiu R$ 312,3 milhões, um incremento de 259% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Mais surpreendente ainda: o valor, embora compreenda um período de tempo de apenas três meses, já corresponde a 51,3% do resultado total no ano de 2023, que foi de R$ 606 milhões.

“Os expressivos números desses primeiros três meses são reflexo de uma estratégia de negócio sólida e muito bem implementada, que está ressignificando o modelo de atendimento bancário para as pessoas de baixa renda, que representam um panorama real do Brasil”, diz Marciano Testa, fundador do Agibank.

O empresário tem razão. Com um modelo de negócio inédito na indústria bancária brasileira, o Agibank tem se consolidado nos últimos anos como a principal referência do setor para esse público.

“Somos o único neobank com uma jornada criada para proporcionar a melhor experiência híbrida para esse perfil de cliente não tech savvy, com pouco acesso à educação. Oferecemos advisory por meio dos nossos consultores e temos apostado forte na inteligência artificial, que terá papel relevante neste relacionamento”, destaca Testa.

De acordo com ele, trata-se de um atendimento prime para um cliente que tem renda média de R$ 1.700,00. “Temos uma oferta ao mesmo tempo simples e completa com conta corrente, serviços transacionais, Pix, cartões, pagamentos de contas, além de crédito e seguros, produtos que esse público realmente precisa”, complementa.

Afinal, em quais aspectos o Agibank se diferencia dos padrões existentes no mercado? A resposta está no seu modelo híbrido de atuação, que combina uma experiência digital completa a uma rede abrangente de mais de 900 smart hubs, presentes em todo o Brasil e interligados em uma única arquitetura tecnológica híbrida.

Em quais aspectos o Agibank se diferencia dos padrões existentes no mercado? A resposta está no seu modelo híbrido de atuação, que combina uma experiência digital completa a uma rede abrangente de mais de 900 smart hubs

Do lado digital, seu aplicativo simples e fácil de usar permite que os clientes realizem diferentes tipos de transações com apenas alguns cliques, além de manter uma estratégia “WhatsApp first”, já que a grande maioria deste perfil de cliente sequer possui um smarphone com capacidade para download de aplicativos mais pesados, que exigem mais espaço do dispositivo.

Por sua vez, os smart hubs, como são chamadas as lojas projetadas para atender especialmente esse público, representam uma inovação em relação às agências de bancos tradicionais ou correspondentes bancários existentes no mercado. Os hubs são pontos consultivos, totalmente cashless e paperless, 100% integrados aos canais digitais.

“O cliente pode iniciar uma transação no meio digital, com o apoio da nossa assistente virtual, mas se necessário pode finalizar o processo com a ajuda de um consultor nos hubs, assim como o contrário. A tecnologia híbrida existente na nossa plataforma permite essa experiência integrada”, explica Marciano.

Os smart hubs não possuem porta giratórias, caixas ou montanhas de papéis e formulários característicos do formato tradicional bancário que costumam afastar esse perfil de público. Em média, três consultores do Agibank realizam o atendimento nesses espaços, auxiliando os clientes a fazerem o onboarding de suas contas e concretizam formalizações digitais via link tokenizado e face recognition.

A instituição possui unidades desse tipo em todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes e está perto de alcançar neste ano a marca simbólica de 1.000 smart hubs espalhados pelo país. O número deverá crescer de forma significativa. Testa afirma que uma das metas do Agibank é levar o modelo para cidades com menos de 50 mil habitantes, o que deverá fazer com que o total chegue a 2,2 mil até 2030.

“Com o nosso modelo de negócio híbrido, temos conseguido crescer cinco vezes a média de mercado, conquistando clientes que não se sentem representados pelos incumbentes – os famosos bancões – nem por bancos ou fintechs que atendem exclusivamente via app. Além da base de clientes, crescemos em termos de receita, ativos e no botton-line mais de 300%, e estamos começando a capturar o ganho de eficiência gerados pela escala e investimentos em tecnologia dos últimos anos” diz Testa.

“Atualmente, o Agibank tem três milhões de clientes ativos e somos conservadores na definição de clientes ativos, todos eles são heavy users, com alto nível de engajamento e gerando receita. Além disso, uma percepção que comprova a tese de sucesso do nosso modelo de negócio híbrido é que quando abrimos um smart hub em determinada cidade, o nível de transações digitais e downloads aumenta consideravelmente em toda a região”, detalha o empresário.

É fácil compreender o potencial de crescimento da instituição. Dados do IBGE mostram que a baixa renda no Brasil é formada por um contingente superior a 100 milhões de pessoas. Esse é o tamanho do mercado endereçável do banco – um público que supera a população de países como Alemanha ou França.

O Agibank nasceu no Rio Grande do Sul, há 25 anos como um marketplace de crédito lucrativo, oferecendo produtos de outras instituições financeiras e fazendo o match entre bancos e clientes. Surgiu como fintech muito antes do termo se consagrar no mundo. Onze anos depois da fundação, recebeu a licença do Banco Central para atuar como uma empresa de crédito para o consumo.

A partir de 2016, com a compra de um banco e de uma tecnologia proprietária, iniciou a construção desta plataforma híbrida, lançada em janeiro de 2021. Desde então, oferece um portfólio completo de soluções e cresce de forma veloz ao garantir serviços e atendimento de qualidade para o cliente de baixa renda, com renda recorrente recebida por meio do banco. Ou seja, o Agibank está posicionado para facilitar o fluxo de pagamentos realizados aos mais de 40 milhões de beneficiários e aos 12 milhões de funcionários públicos, que representa mais de R$ 2 trilhões ao ano no orçamento da União e com riscos soberanos.

Para o fundador da instituição, essa visão estratégica ajuda a instituição a avançar. “Quando olhamos para o futuro, baseado no nosso track-record e no conhecimento de mais de duas décadas, vemos espaço para em pouco tempo sermos líderes neste segmento. Apesar da longa experiência, podemos dizer que somos basicamente uma startup com 4 anos, desde que direcionamos para esse atual modelo, e nesse curto período já conquistamos 5% de market share. Além disso, o nosso pace de originação de clientes e de ativos aponta para double digit com um caminho seguro que mantém um nível de remuneração do capital adequado.”

O crédito é um dos produtos que puxam o avanço do Agibank no mercado brasileiro. No primeiro trimestre de 2024, a carteira de crédito do banco somou R$ 17,7 bilhões, um salto de 56,9% diante de igual período do ano passado. Atualmente, o crédito consignado representa 80% do total de empréstimos concedidos.

O crédito é um dos produtos que puxam o avanço do Agibank no mercado brasileiro. No primeiro trimestre de 2024, a carteira de crédito do banco somou R$ 17,7 bilhões, um salto de 56,9%

Outro destaque do balanço do banco foi a queda de 1,3 ponto percentual no índice de inadimplência. No primeiro trimestre de 2023, esse indicador estava em 4,9%, enquanto no mesmo período de 2024 declinou para 3,6%.

As evoluções têm sido reconhecidas pelas agências de classificação de risco. Recentemente, o Agibank obteve upgrades atribuídos pelos três principais atores globais: Moody’s Local (com um duplo aumento para “brA+” com perspectiva estável), S&P Global e Fitch Ratings.

Logo após a divulgação dos expressivos resultados do 1º trimestre deste ano, a instituição fechou uma parceria estratégica com um banco global de até R$ 40 bilhões de funding com o objetivo de impulsionar ainda mais o seu crescimento com a emissão de diversos títulos até 2030.

“Essa parceria representa um apoio essencial para os nossos planos de expansão, porque vai fortalecer ainda mais a nossa estratégia de diversificação das fontes de captação e, por consequência, ampliará a nossa capacidade de oferecer serviços financeiros inovadores e de alta qualidade, expandindo o nosso alcance e beneficiando diretamente os nossos clientes”, reforça o CEO do Agibank, Glauber Corrêa.

Ainda segundo ele, o acordo permitirá que a instituição assegure fontes adequadas de captação no médio e longo prazo, alinhadas ao crescimento esperado da carteira de crédito.

O acesso a serviços financeiros confiáveis é crucial para a população de baixa renda, pois permite que as pessoas controlem suas finanças, economizem e invistam em seu futuro.

Com contas bancárias, empréstimos, microcréditos e seguros, esses clientes podem iniciar pequenos negócios, investir em educação e nos cuidados com a saúde, além de se proteger contra emergências financeiras.

É justamente neste segmento que o Agibank tem deixado a sua marca. E, a julgar pelas conquistas nos últimos anos, o banco está preparado para alçar voos ainda mais altos.



Fonte: Neofeed

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Howard Marks não vê excessos na Bolsa dos EUA, mas dá crédito para um outro investimento

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Howard Marks não vê excessos na Bolsa dos EUA, mas dá crédito para um outro investimento
Tempo de Leitura:2 Minuto, 6 Segundo


Em um ano marcado por quebra de recordes dos índices nos Estados Unidos, com as empresas de tecnologia vendo seus valuations em patamares bastante elevados, invariavelmente começam a surgir dúvidas entre investidores sobre se o mercado não estaria passando por excessos, com o surgimento de uma bolha.

Para Howard Marks, cofundador da Oaktree Capital, gestora que conta com US$ 192 bilhões em ativos sob gestão, ainda que o mercado americano esteja aquecido, e alguns setores registrem valuations e múliplos esticados, a situação não se mostra problemática.

“No momento, não vejo grandes excessos na economia americana ou nos mercados”, disse ele na quarta-feira, 24 de julho, em participação, via videoconferência, em painel no evento Avenue Connection, em São Paulo. “Não vejo excesso de otimismo, não vejo muitos setores superaquecidos na economia.”

Conhecido por ter dedicado parte da sua carreira ao estudo dos ciclos de mercado, tendo lançado um livro em 2018 sobre o tema, Marks afirmou que o P/L das bolsas americanas está “um pouco alto” em relação ao que já foi visto antes, com o múltiplo do S&P 500 cerca de 20% acima da média histórica o que, para ele, não se trata de algo preocupante.

A percepção de que o mercado americano poderia estar passando por um excesso de euforia vem do bom desempenho das empresas de tecnologia. Mas Marks destacou que, nos outros segmentos, as ações não estão com valuations muito elevados.

“Não é que as ações estão baratas, não estão, elas estão altas, mas não em um patamar que devemos nos preocupar”, afirmou.

Outro ponto que Marks busca identificar para ver se há excessos no mercado é o sentimento dos investidores e, segundo ele, o que se vê é cautela, com preocupações sobre questões geopolíticas e os rumos da economia.

Mesmo vendo as ações em patamares razoáveis, Marks entende que as principais oportunidades em termos de retorno estão no mercado de crédito. “Os retornos previstos estão nos maiores patamares vistos em tempos e em patamares satisfatórios em termos absolutos”, disse.

No momento em que os juros estão em patamares elevados, com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) revertendo a frouxa política monetária adotada para combater a crise financeira de 2009, Marks enxerga uma série de oportunidades no mercado, desde títulos mais seguros até papéis high yield, e vê a possibilidade de retornos na casa dos dois dígitos, algo impensável há décadas atrás.

“Os retornos estão altos e podem ser conseguidos de forma relativamente tranquila”, afirmou.



Fonte: Neofeed

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“Veterana” do saneamento vai investir R$ 333 milhões e mira novas concessões

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“Veterana” do saneamento vai investir R$ 333 milhões e mira novas concessões
Tempo de Leitura:5 Minuto, 29 Segundo


À frente da Águas do Brasil, a mais antiga empresa privada de saneamento em operação no País, o presidente Claudio Abduche não hesita em revelar qual o maior desafio do grupo, fundado há 25 anos: acelerar os investimentos no Bloco 3 da concessão da Cedae, no Rio de Janeiro, que opera há dois anos em parceria com a Vinci Partners sob a marca Rio+Saneamento.

Em entrevista ao NeoFeed, Abduche revela que a Rio+Saneamento vai investir R$ 333,7 milhões este ano em tratamento de esgoto e água de 18 municípios do Rio, incluindo 24 bairros da Zona Oeste carioca, com previsão de inaugurar nove estações de tratamento esgoto e água até 2026.

O foco dos investimentos no bloco é maior na capital fluminense, onde atua numa região com forte presença de milícias e índices de universalização mais desafiadores para o grupo, que opera 15 concessões e duas unidades industriais em 32 municípios nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, atendendo 5,2 milhões de pessoas.

“O Bloco 3 é mais complexo, atuamos numa área que tinha historicamente o índice mais elevado de inadimplência da Cedae e com baixo índice de fornecimento de água”, afirma Abduche.

Segundo ele, as outras concessões do grupo têm níveis de universalização mais maduros. “Daí o investimento elevado na área operacional do Bloco 3, além de campanhas da área comercial de cadastramento dos clientes.”

O executivo assegura que o fato de a região sob concessão na capital fluminense ter forte presença da milícia não chega a impactar na prestação do serviço.

A estratégia adotada foi procurar as lideranças comunitárias e mostrar os benefícios de fornecer água tratada, trocar a rede antiga e ampliar a coleta de esgoto. “Usamos nossa experiência no setor, com diálogo e paciência estamos conseguindo avançar”, revela.

As nove Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) previstas têm recebido atenção especial do grupo. Elas estão em diversas etapas de obra, algumas em fase de licenciamento e outras já iniciadas, e vão beneficiar 2,5 milhões de pessoas, na capital e no interior.

Levantamento do Ministério das Cidades indica que, quatro anos depois da aprovação do Marco Regulatório do Saneamento, a coleta e tratamento de esgoto representam o grande gargalo para atingir as metas de universalização – 99% da população com abastecimento de água e 90% com esgotamento sanitário até 2033.

De 2019 a 2022, a proporção do esgoto tratado no País passou de 49% para 52%. Ao todo, 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a coleta de esgoto, e 32 milhões a água potável. “A maior carência do Brasil hoje é a parte de coleta e tratamento de esgoto, mesmo porque a rede no Brasil foi quase inteiramente uma obra do século XIX”, diz Abduche.

Avanço com Marco

Para o executivo da Águas do Brasil, a entrada em vigor do marco regulatório causou ao menos três efeitos positivos: atraiu investimentos do mercado de capitais, obrigou as empresas estaduais de saneamento a buscarem financiamento para cumprir as metas e, o mais importante, trouxe segurança jurídica ao setor.

Mesmo assim, ele adverte que vai ser difícil para muitas estatais de saneamento conseguirem chegar perto das metas determinadas pelo marco, por causa das dificuldades financeiras do poder público num cenário de juros elevados.

Um estudo do Instituto Trata Brasil divulgado este mês prevê que a universalização do saneamento no Brasil só acontecerá em 2070, considerando o ritmo atual de melhorias no setor.

“As licitações para concessões, por exemplo, precisam avançar com mais rapidez”, adverte Abduche, lembrando que regiões com grande população – como Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina – não definiram o modelo ou seguem atuando com empresas estatais de saneamento.

Claudio Abduche, presidente da Águas do Brasil

O executivo admite que Águas do Brasil está atenta ao calendário de licitações que está sendo modelado pelo BNDES. Do ponto de vista financeiro, não há grandes restrições para a expansão da empresa. Em 2023, o grupo registrou R$ 2,5 bilhões em receita líquida. O Ebitda da companhia atingiu R$ 650 milhões, um crescimento de 16% em relação a 2022.

Em fevereiro, a Rio+Saneamento captou R$ 4,65 bilhões por meio da emissão de debêntures (títulos de dívida) e empréstimo junto ao BNDES. O montante servirá para pagar o empréstimo-ponte que permitiu quitar as duas primeiras parcelas da outorga fixa do Bloco 3 — pouco mais de R$ 1,8 bilhão do total de R$ 2,2 bilhões devidos ao governo do Rio —, mas também para investimentos na rede que administra.

Essa captação liberou a Águas do Brasil para mirar novos negócios. Sergipe, que deve anunciar licitação para concessão de saneamento em agosto, interessa ao grupo. “É o mesmo modelo da desestatização da Cedae, só que em um bloco só”, afirma executivo.

Outros estados do Nordeste, como Maranhão, Paraíba e Pernambuco, também estão avaliando com o BNDES eventuais licitações de concessão que podem atrair a Águas do Brasil. Ele também cita concessões municipais, em especial com cidades acima de 250 mil habitantes, como uma frente de oportunidades que está se abrindo.

“O mercado de concessões municipais não andou até recentemente porque havia uma queda de braço de quem é o poder concedente, estado ou o município”, afirma. Uma resolução do STF de que o poder concedente tem de ser negociado entre os dois entes, facilitou destravar essa opção.

PPPs e privatizações

Abduche diz que outros modelos de negócios não estão na agenda do grupo. “Temos restrições para parcerias público-privadas (PPP), principalmente quando a empresa estatal delega as obras para o concessionário, preferimos uma PPP onde temos um mínimo de operação comercial favorável”, diz.

Quanto às privatizações, Abduche revela que a Águas do Brasil não se interessou pelo certame da Sabesp, que adotou o formato de follow on – com concessão de uma parcela de 15% de participação acionária e manutenção da empresa estadual com 18% das ações.

“Nosso grupo entende que consegue agregar mais no modelo de concessão, entramos numa cidade onde colocamos nossa experiência de operação e da área comercial, é assim que conseguimos reverter o negócio”, diz. Mesmo assim, o executivo elogia a atuação do governador Tarcísio de Freitas em levar adiante o processo da Sabesp.

“Deve estimular outros governadores a estudarem a privatização como saída, mas o que marcou nesse caso foi estratégia de incluir a rápida obtenção da universalização de água e esgoto no contrato”, diz Abduche. “No fim, mostrou que a Sabesp, a maior empresa da América Latina, está comprometida em cumprir as metas do marco do saneamento. Não deixa de ser um alerta.”





Fonte: Neofeed

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Na bolsa americana, big techs seguem com fôlego, mas há oportunidades “embaixo da superfície”

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Na bolsa americana, big techs seguem com fôlego, mas há oportunidades “embaixo da superfície”
Tempo de Leitura:2 Minuto, 21 Segundo


Diante da expectativa de que os cortes de juros finalmente começarão a acontecer nos Estados Unidos e com os índices acionários registrando forte crescimento, muitos gestores começaram a reavaliar suas posições no mercado de renda variável americano, que, nos últimos anos, viu o setor de tecnologia ganhar bastante força.

Para Marina Valentini, estrategista de mercados globais da J.P. Morgan Asset, esse cenário abre espaço para buscar oportunidades “embaixo da superfície do S&P 500”, considerando que muitas companhias do índice estão com seus valuations perto da média histórica. Mas isso não significa necessariamente que as big techs devem perder relevância ou o interesse dos investidores.

“Muitos analistas começam a falar numa rotação para setores mais cíclicos, como indústria, energia, bancos”, disse ela na quarta-feira, 24 de julho, durante painel no evento Avenue Connection, que está sendo promovido pela corretora Avenue, em São Paulo. “A gente acha que isso vai acontecer, mas não necessariamente às custas do setor de tecnologia.”

Segundo Valentini, as chamadas Magníficas Sete – Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla – têm motivo para serem consideradas magníficas, ao representarem cerca de 33% do índice, 39% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e 23% do fluxo de caixa. Além de apresentarem boas perspectivas em termos de resultados, mesmo que isso possa ir desacelerando ao longo dos trimestres, com frustrações de curto prazo.

“Essas empresas têm muito dinheiro para investir e apresentam lucros muito fortes”, afirmou. “O mercado espera crescimento de 30% dos lucros, o que é muito bom.”

Ela destacou que muito da alta recente no mercado acionário americano foi puxada pelo entusiasmo com o tema da inteligência artificial, como pode ser visto nas fortes valorizações registradas pelas ações da Nvidia – somente nesse ano, os papéis da companhia acumulam alta de 177,4%. Em sua avaliação, esse é um tema de longo prazo, que ainda deve continuar tendo peso sobre o S&P 500.

Mas com o cenário ficando mais propício para a renda variável e as ações de tecnologia com valuations elevados, a estrategista da J.P. Morgan Asset começa a ver margem para um aumento de posicionamento em outros segmentos, com a tese do value ganhando força.

Em meio a uma economia americana ainda resiliente, ainda que apresente alguns indícios de desaceleração, Valentini afirmou que setores tradicionais demonstram força, com as ações podendo ter boa evolução.

A estrategista da J.P. Morgan Asset destaca que as companhias apresentam boas perspectivas de resultados. Segundo ela, depois de resultados baixos em 2023, a expectativa dos analistas é de um aumento média de 11% dos lucros, enquanto os cálculos das gestoras apontam para uma alta de cerca de 9%.

“A foto corporativa americana é sólida”, disse Valentini. “E vemos os analistas aumentando as expectativas para os lucros das empresas.”



Fonte: Neofeed

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