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Da velha guarda, Moacyr Franco entra no efervescente mercado de royalties musicais

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Da velha guarda, Moacyr Franco entra no efervescente mercado de royalties musicais
Tempo de Leitura:5 Minuto, 31 Segundo


“Ei, você aí! Me dá um dinheiro aí! Me dá um dinheiro aí! Não vai dar? Não vai dar, não? Você vai ver a grande confusão…” Calma, não haverá confusão nenhuma. Tem para (quase) todo mundo.

Sucesso desde 1959, quando foi gravada por Moacyr Franco, a marchinha de Carnaval faz parte do acervo do cantor e compositor de 87 anos, adquirido pela MUV, operadora de ativos alternativos da Hurst Capital, como anuncia o NeoFeed, com exclusividade.

Com o catálogo transformado em operação de investimento, quem estiver disposto a desembolsar, no mínimo, R$ 10 mil, pode se tornar “parceiro” de Moacyr Franco, no recebimento dos direitos autorais, como determina o Escritório de Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD).

Com uma taxa de retorno estimada em 14,2%, ao ano, e prazo de investimento de 36 meses, a rentabilidade vem da quantidade de vezes que uma música do inventário é tocada. Pelos próximos sete anos, 50% do lucro obtido com os royalties musicais de Moacyr Franco são da gestora e dos que compraram o ativo.

Nascido em Ituiutaba, no interior de Minas Gerais, o artista tem uma obra extensa e variada. Além da marchinha de Carnaval, são músicas sertanejas, canções de Natal, trilha de novela, hino de futebol… gravados por alguns dos nomes mais importantes da MPB, como Rita Lee e a dupla João Mineiro e Marciano.

“Essa diversidade  garante um fluxo de caixa estável dos direitos autorais durante o ano todo”, completa diz Arthur Farache, CEO da Hurst Capital, em conversa com o NeoFeed.

A MUV é pioneira no Brasil em royalties musicais. A gestora detém, por exemplo, os direitos das obras de Toquinho, figura central da MPB, autor de clássicos como A casa e Onde anda você, em parceria com Vinícius de Moares, além dos de Paulo Ricardo, ex-líder da banda RPM, e do pianista Luiz Avellar.

No ano passado, a empresa adquiriu o catálogo de composições de Lari Ferreira e Renan Valim, donos de hits gravados pro Marília Mendonça, Anitta e Wesley Safadão.

“Financeiramente vulnerável”

As operações da MUV chamaram a atenção de Vitor Leitão, produtor de Moacyr Franco. No início de 2024, ele ofereceu parte do acervo do artista à gestora. “Precisávamos de caixa porque, na pandemia, nossa situação se agravou muito”, conta ele, ao NeoFeed.

“Os mais jovens não veem sentido comprar a ação da Petrobras, se podem investir em música e virar sócios do catálogo de Beyoncé, po exe,plo”, diz Arthur Farache, CEO da Hurst Capital (Crédito: Divulgação Hurst Capital)

Para impulsionar os rendimentos dos royalties de Moacyr Franco, no segundo semestre, a cantora sertaneja Lauana Prado deve gravar uma música do compositor (Crédito: Reprodução Instagram @lauanaprado)

Em fevereiro, O setor está em ebulição. Um dos negócios mais recentes foi fechado em fevereiro passado entre o cantor e compositor britânico Rod Stewart vendeu os direitos de seu catálogo por US$ 100 milhões, para o Iconic Artists Group (Crédito: reprodução CD “The Very Best of Rod Stewart)

A Sony Music desembolsou US$ 150 milhões pelo catálogo de Bob Dylan (Crédito: Reprodução bobdylancenter.com)

Em 2022, o espólio de David Bowie vendeu os direitos da obra do cantor e compositor inglês, morto em 2016, aos 69 anos, por US$ 250 milhões para a Warner Chappell (Crédito: Reprodução Instagram @davidbowie)

Em um dos maiores negócios já fechados por um artista com menos de 70 anos, em 2023, o cantor e compositor canadense Justin Bieber vendeu por US$ 200 milhões todos os direitos autorais de seu catálogo para o Hipgnosis Song Capital (Crédito: Reprodução Instagram @justinbieber)

A partir de R$ 10 mil, é possível virar “sócio” do catálogo da Beyoncé. O rendimento previsto é de 7% ao ano, em euros, segundo a MUVr

A maior parte dos direitos autorais do cantor e compositor vem de músicas dele tocadas, em apresentações de outros artistas. Com o isolamento social imposto pela crise sanitária, “sem o recebimento do Ecad dos shows, ficamos financeiramente vulneráveis”, diz Leitão. “Agora, ganhamos uma folga”, completa sem revelar o valor do acordo com a MUV.

Para aumentar a reprodução e a arrecadação, a MUV incentiva que os seus “sócios” autorizem regravações por novos artistas, criando assim mais um ponto de alavancagem das músicas de seu portifólio.

No segundo semestre, a cantora sertaneja Lauana Prado, uma das 100 mais reproduzidas no Spotify, deve relançar uma música de Moacyr Franco — qual ainda não foi decidido.

A efervescência do setor

Os royalties musicais estão entre os ativos alternativos que mais crescem no mundo. Avaliado em cerca de US$ 40 bilhões, o mercado deve crescer 9% ao ano, até 2030, nos cálculos dos analistas da Cresset Partners, empresa americana de multi-family offiice.

O setor está em ebulição. Um dos negócios mais recentes foi fechado em fevereiro passado. O cantor e compositor britânico Rod Stewart vendeu seu acervo para a Iconic Artists Group.

Na mesma ocasião, a empresa fundada, em 2018, por Irving Azoff, ex-CEO da Ticketmaster, anunciou ter levantado US$ 1 bilhão, para adquirir os direitos de grandes nomes da música mundial.

Já haviam seguido o mesmo caminho Justin Bieber, Bob Dylan, David Bowie, Shakira, Bruce Springsteen, Red Hot Chili Peppers, Pink Floyd, Fleetwood Mac, Stevie Nicks, U2, Paul McCartney, Adele, Stevie Wonder…

O setor de royalties musicais tem se expandido rapidamente desde o início da era do streaming, em 2015, apontam os analistas da Cresset Partners.

Em 2023, os royalties pagos, no mundo todo, cresceram 28%, chegando a € 10,8 bilhões, indica a Confederação Internacional das Sociedade de Autores e Compositores.

Petrobras, nada. Beyoncé

“O desempenho do mercado fonográfico é pouco afetado em momentos de incertezas político-econômica, característica que o torna bastante atrativo”, afirma. No Brasil, pelo sétimo ano consecutivo, o setor cresceu e alcançou, em 2023, R$ 2,864 bilhões — 13,4% a mais em relação ao ano anterior.

A cartilha de finanças clássica recomenda 30% em ativos alternativos. As novas gerações, porém, estão invertendo a lógica dos negócios e colocando até 70% de seus investimentos nessas carteiras, afirma Farache.

Há de se levar em conta também o apelo emocional dos investimentos em royalties musicais: imagine se tornar “parceiro” de um artista de quem se é fã.

“Os mais jovens não veem sentido comprar a ação da Petrobras, se podem investir em música e virar sócios, por exemplo, do catálogo de Beyoncé”, afirma o CEO.

E, por falar na rainha do pop,  a MUV oferece investimentos em acervos da artista americana. Tal qual os investimentos nas obras de Moacyr Franco, o aporte mínimo em Beyoncé é também de R$ 10 mil, mas o rendimento, está previsto em 7% ao ano, em euros.





Fonte: Neofeed

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Howard Marks não vê excessos na Bolsa dos EUA, mas dá crédito para um outro investimento

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Howard Marks não vê excessos na Bolsa dos EUA, mas dá crédito para um outro investimento
Tempo de Leitura:2 Minuto, 6 Segundo


Em um ano marcado por quebra de recordes dos índices nos Estados Unidos, com as empresas de tecnologia vendo seus valuations em patamares bastante elevados, invariavelmente começam a surgir dúvidas entre investidores sobre se o mercado não estaria passando por excessos, com o surgimento de uma bolha.

Para Howard Marks, cofundador da Oaktree Capital, gestora que conta com US$ 192 bilhões em ativos sob gestão, ainda que o mercado americano esteja aquecido, e alguns setores registrem valuations e múliplos esticados, a situação não se mostra problemática.

“No momento, não vejo grandes excessos na economia americana ou nos mercados”, disse ele na quarta-feira, 24 de julho, em participação, via videoconferência, em painel no evento Avenue Connection, em São Paulo. “Não vejo excesso de otimismo, não vejo muitos setores superaquecidos na economia.”

Conhecido por ter dedicado parte da sua carreira ao estudo dos ciclos de mercado, tendo lançado um livro em 2018 sobre o tema, Marks afirmou que o P/L das bolsas americanas está “um pouco alto” em relação ao que já foi visto antes, com o múltiplo do S&P 500 cerca de 20% acima da média histórica o que, para ele, não se trata de algo preocupante.

A percepção de que o mercado americano poderia estar passando por um excesso de euforia vem do bom desempenho das empresas de tecnologia. Mas Marks destacou que, nos outros segmentos, as ações não estão com valuations muito elevados.

“Não é que as ações estão baratas, não estão, elas estão altas, mas não em um patamar que devemos nos preocupar”, afirmou.

Outro ponto que Marks busca identificar para ver se há excessos no mercado é o sentimento dos investidores e, segundo ele, o que se vê é cautela, com preocupações sobre questões geopolíticas e os rumos da economia.

Mesmo vendo as ações em patamares razoáveis, Marks entende que as principais oportunidades em termos de retorno estão no mercado de crédito. “Os retornos previstos estão nos maiores patamares vistos em tempos e em patamares satisfatórios em termos absolutos”, disse.

No momento em que os juros estão em patamares elevados, com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) revertendo a frouxa política monetária adotada para combater a crise financeira de 2009, Marks enxerga uma série de oportunidades no mercado, desde títulos mais seguros até papéis high yield, e vê a possibilidade de retornos na casa dos dois dígitos, algo impensável há décadas atrás.

“Os retornos estão altos e podem ser conseguidos de forma relativamente tranquila”, afirmou.



Fonte: Neofeed

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“Veterana” do saneamento vai investir R$ 333 milhões e mira novas concessões

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“Veterana” do saneamento vai investir R$ 333 milhões e mira novas concessões
Tempo de Leitura:5 Minuto, 29 Segundo


À frente da Águas do Brasil, a mais antiga empresa privada de saneamento em operação no País, o presidente Claudio Abduche não hesita em revelar qual o maior desafio do grupo, fundado há 25 anos: acelerar os investimentos no Bloco 3 da concessão da Cedae, no Rio de Janeiro, que opera há dois anos em parceria com a Vinci Partners sob a marca Rio+Saneamento.

Em entrevista ao NeoFeed, Abduche revela que a Rio+Saneamento vai investir R$ 333,7 milhões este ano em tratamento de esgoto e água de 18 municípios do Rio, incluindo 24 bairros da Zona Oeste carioca, com previsão de inaugurar nove estações de tratamento esgoto e água até 2026.

O foco dos investimentos no bloco é maior na capital fluminense, onde atua numa região com forte presença de milícias e índices de universalização mais desafiadores para o grupo, que opera 15 concessões e duas unidades industriais em 32 municípios nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, atendendo 5,2 milhões de pessoas.

“O Bloco 3 é mais complexo, atuamos numa área que tinha historicamente o índice mais elevado de inadimplência da Cedae e com baixo índice de fornecimento de água”, afirma Abduche.

Segundo ele, as outras concessões do grupo têm níveis de universalização mais maduros. “Daí o investimento elevado na área operacional do Bloco 3, além de campanhas da área comercial de cadastramento dos clientes.”

O executivo assegura que o fato de a região sob concessão na capital fluminense ter forte presença da milícia não chega a impactar na prestação do serviço.

A estratégia adotada foi procurar as lideranças comunitárias e mostrar os benefícios de fornecer água tratada, trocar a rede antiga e ampliar a coleta de esgoto. “Usamos nossa experiência no setor, com diálogo e paciência estamos conseguindo avançar”, revela.

As nove Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) previstas têm recebido atenção especial do grupo. Elas estão em diversas etapas de obra, algumas em fase de licenciamento e outras já iniciadas, e vão beneficiar 2,5 milhões de pessoas, na capital e no interior.

Levantamento do Ministério das Cidades indica que, quatro anos depois da aprovação do Marco Regulatório do Saneamento, a coleta e tratamento de esgoto representam o grande gargalo para atingir as metas de universalização – 99% da população com abastecimento de água e 90% com esgotamento sanitário até 2033.

De 2019 a 2022, a proporção do esgoto tratado no País passou de 49% para 52%. Ao todo, 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a coleta de esgoto, e 32 milhões a água potável. “A maior carência do Brasil hoje é a parte de coleta e tratamento de esgoto, mesmo porque a rede no Brasil foi quase inteiramente uma obra do século XIX”, diz Abduche.

Avanço com Marco

Para o executivo da Águas do Brasil, a entrada em vigor do marco regulatório causou ao menos três efeitos positivos: atraiu investimentos do mercado de capitais, obrigou as empresas estaduais de saneamento a buscarem financiamento para cumprir as metas e, o mais importante, trouxe segurança jurídica ao setor.

Mesmo assim, ele adverte que vai ser difícil para muitas estatais de saneamento conseguirem chegar perto das metas determinadas pelo marco, por causa das dificuldades financeiras do poder público num cenário de juros elevados.

Um estudo do Instituto Trata Brasil divulgado este mês prevê que a universalização do saneamento no Brasil só acontecerá em 2070, considerando o ritmo atual de melhorias no setor.

“As licitações para concessões, por exemplo, precisam avançar com mais rapidez”, adverte Abduche, lembrando que regiões com grande população – como Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina – não definiram o modelo ou seguem atuando com empresas estatais de saneamento.

Claudio Abduche, presidente da Águas do Brasil

O executivo admite que Águas do Brasil está atenta ao calendário de licitações que está sendo modelado pelo BNDES. Do ponto de vista financeiro, não há grandes restrições para a expansão da empresa. Em 2023, o grupo registrou R$ 2,5 bilhões em receita líquida. O Ebitda da companhia atingiu R$ 650 milhões, um crescimento de 16% em relação a 2022.

Em fevereiro, a Rio+Saneamento captou R$ 4,65 bilhões por meio da emissão de debêntures (títulos de dívida) e empréstimo junto ao BNDES. O montante servirá para pagar o empréstimo-ponte que permitiu quitar as duas primeiras parcelas da outorga fixa do Bloco 3 — pouco mais de R$ 1,8 bilhão do total de R$ 2,2 bilhões devidos ao governo do Rio —, mas também para investimentos na rede que administra.

Essa captação liberou a Águas do Brasil para mirar novos negócios. Sergipe, que deve anunciar licitação para concessão de saneamento em agosto, interessa ao grupo. “É o mesmo modelo da desestatização da Cedae, só que em um bloco só”, afirma executivo.

Outros estados do Nordeste, como Maranhão, Paraíba e Pernambuco, também estão avaliando com o BNDES eventuais licitações de concessão que podem atrair a Águas do Brasil. Ele também cita concessões municipais, em especial com cidades acima de 250 mil habitantes, como uma frente de oportunidades que está se abrindo.

“O mercado de concessões municipais não andou até recentemente porque havia uma queda de braço de quem é o poder concedente, estado ou o município”, afirma. Uma resolução do STF de que o poder concedente tem de ser negociado entre os dois entes, facilitou destravar essa opção.

PPPs e privatizações

Abduche diz que outros modelos de negócios não estão na agenda do grupo. “Temos restrições para parcerias público-privadas (PPP), principalmente quando a empresa estatal delega as obras para o concessionário, preferimos uma PPP onde temos um mínimo de operação comercial favorável”, diz.

Quanto às privatizações, Abduche revela que a Águas do Brasil não se interessou pelo certame da Sabesp, que adotou o formato de follow on – com concessão de uma parcela de 15% de participação acionária e manutenção da empresa estadual com 18% das ações.

“Nosso grupo entende que consegue agregar mais no modelo de concessão, entramos numa cidade onde colocamos nossa experiência de operação e da área comercial, é assim que conseguimos reverter o negócio”, diz. Mesmo assim, o executivo elogia a atuação do governador Tarcísio de Freitas em levar adiante o processo da Sabesp.

“Deve estimular outros governadores a estudarem a privatização como saída, mas o que marcou nesse caso foi estratégia de incluir a rápida obtenção da universalização de água e esgoto no contrato”, diz Abduche. “No fim, mostrou que a Sabesp, a maior empresa da América Latina, está comprometida em cumprir as metas do marco do saneamento. Não deixa de ser um alerta.”





Fonte: Neofeed

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Na bolsa americana, big techs seguem com fôlego, mas há oportunidades “embaixo da superfície”

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Na bolsa americana, big techs seguem com fôlego, mas há oportunidades “embaixo da superfície”
Tempo de Leitura:2 Minuto, 21 Segundo


Diante da expectativa de que os cortes de juros finalmente começarão a acontecer nos Estados Unidos e com os índices acionários registrando forte crescimento, muitos gestores começaram a reavaliar suas posições no mercado de renda variável americano, que, nos últimos anos, viu o setor de tecnologia ganhar bastante força.

Para Marina Valentini, estrategista de mercados globais da J.P. Morgan Asset, esse cenário abre espaço para buscar oportunidades “embaixo da superfície do S&P 500”, considerando que muitas companhias do índice estão com seus valuations perto da média histórica. Mas isso não significa necessariamente que as big techs devem perder relevância ou o interesse dos investidores.

“Muitos analistas começam a falar numa rotação para setores mais cíclicos, como indústria, energia, bancos”, disse ela na quarta-feira, 24 de julho, durante painel no evento Avenue Connection, que está sendo promovido pela corretora Avenue, em São Paulo. “A gente acha que isso vai acontecer, mas não necessariamente às custas do setor de tecnologia.”

Segundo Valentini, as chamadas Magníficas Sete – Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla – têm motivo para serem consideradas magníficas, ao representarem cerca de 33% do índice, 39% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e 23% do fluxo de caixa. Além de apresentarem boas perspectivas em termos de resultados, mesmo que isso possa ir desacelerando ao longo dos trimestres, com frustrações de curto prazo.

“Essas empresas têm muito dinheiro para investir e apresentam lucros muito fortes”, afirmou. “O mercado espera crescimento de 30% dos lucros, o que é muito bom.”

Ela destacou que muito da alta recente no mercado acionário americano foi puxada pelo entusiasmo com o tema da inteligência artificial, como pode ser visto nas fortes valorizações registradas pelas ações da Nvidia – somente nesse ano, os papéis da companhia acumulam alta de 177,4%. Em sua avaliação, esse é um tema de longo prazo, que ainda deve continuar tendo peso sobre o S&P 500.

Mas com o cenário ficando mais propício para a renda variável e as ações de tecnologia com valuations elevados, a estrategista da J.P. Morgan Asset começa a ver margem para um aumento de posicionamento em outros segmentos, com a tese do value ganhando força.

Em meio a uma economia americana ainda resiliente, ainda que apresente alguns indícios de desaceleração, Valentini afirmou que setores tradicionais demonstram força, com as ações podendo ter boa evolução.

A estrategista da J.P. Morgan Asset destaca que as companhias apresentam boas perspectivas de resultados. Segundo ela, depois de resultados baixos em 2023, a expectativa dos analistas é de um aumento média de 11% dos lucros, enquanto os cálculos das gestoras apontam para uma alta de cerca de 9%.

“A foto corporativa americana é sólida”, disse Valentini. “E vemos os analistas aumentando as expectativas para os lucros das empresas.”



Fonte: Neofeed

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