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Meu Malvado Favorito: o segredo da franquia de animação mais rentável da história

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Meu Malvado Favorito: o segredo da franquia de animação mais rentável da história
Tempo de Leitura:4 Minuto, 12 Segundo


Até hoje, nenhuma franquia de filmes de animação, seja da Disney ou da Pixar, conseguiu superar a de Meu Malvado Favorito. A marca do estúdio de animação Illumination, responsável por uma bilheteria global de US$ 4,6 bilhões, com cinco filmes lançados, ganha mais uma aventura no próximo mês, prometendo reinar absoluta no primeiro lugar no ranking.

Especialistas do mercado cinematográfico estimam uma renda entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões na abertura de Meu Malvado Favorito 4, só nos Estados Unidos, no fim de semana prolongado de 4 de julho, data da estreia mundial.

O faturamento total esperado no mercado americano é de US$ 250 milhões, sem contar a renda obtida no resto do mundo – o que será mais do que suficiente para a franquia se distanciar ainda mais da segunda colocada, a de Shrek, com US$ 4,02 bilhões, com seis filmes do selo DreamWorks Animation.

Parte do sucesso do primeiro Meu Malvado Favorito, lançado em julho de 2010, com um orçamento de US$ 69 milhões e um faturamento de cerca de US$ 545 milhões, foi a presença dos escravos Minions. As criaturas amarelas endiabradas que falam uma língua ininteligível viraram um fenômeno global, ganhando desde então diversos produtos licenciados, videogames e até parques temáticos.

Concebidos para servir o mais terrível dos vilões, os personagens travessos e, ao mesmo tempo, ingênuos também garantiram filmes próprios dentro da franquia. Com Minions (2015), eles arrecadaram US$ 1,1 bilhão mundialmente, e com Minions 2: A Origem de Gru (2022), conquistaram uma renda de US$ 940 milhões.

Os Minions nasceram como ajudantes de Gru, o supervilão que adota três garotas para ajudá-lo no plano de roubar a lua – com dublagem no original, em inglês, de Steve Carell (com um sotaque ligeiramente russo). Na época, os criadores dos personagens, os franceses Eric Guillon e Pierre Coffin e o americano Chris Renaud, trabalhavam em Paris, no estúdio de animação e de efeitos visuais Mac Guff, fundado em 1986.

Foi só depois do sucesso do primeiro filme que a empresa francesa foi adquirida, em 2011, pelo estúdio de animação americano Illumination Entertainment. Esta é uma subsidiária da Universal Studios, de Los Angeles, o que garante distribuição mundial da Universal Pictures.

A influência de Jacques Tati

O que mais influenciou a trama inicial de Gru e os Minions foram os filmes mudos, em particular as obras de Jacques Tati (1907-1982).

Considerado um mestre da comédia visual, o cineasta francês ficou conhecido pelos personagens que se comunicam mais por gestos, expressões e ruídos e também foi eternizado nas telas na pele do herói excêntrico e atrapalhado Monsieur Hulot.

No novo filme, o vilão é Maxime Le Mal, inimigo de Gru, desde os tempos de Lycee Pas Bon (Crédito: Reprodução screenrant.com)

s personagens travessos e, ao mesmo tempo, ingênuosOs Minions garantiram dois filmes próprios dentro da franquia, que arrecadaram US$ 2 bilhões

Da DreamWorks, a franquia Shrek é a segunda animação mais valiosa do cinema (Crédito: DreamWorks)

Isso explica o senso de humor e a sagacidade do argumento de Meu Malvado Favorito, que passou longe das animações mais tradicionais. Como aquelas marcadas por mensagens sentimentais, de “siga o seu coração”, que durante muito tempo deram o tom nos desenhos da Disney.

A primeira franquia com o selo do Mickey a aparecer no ranking das animações mais rentáveis do cinema é Toy Story,  nascida na Pixar, em 1995. Com cinco filmes, incluindo Lightyear, lançado em 2022, Toy Story figura na terceira posição, somando uma bilheteria global de US$ 3,2 bilhões. Um novo desdobramento, Toy Story 5, está sendo preparado, com estreia prevista para 2026.

O bebê Gru Jr.

Meu Malvado Favorito 4 vai retomar a história da família Gru – depois que o segundo filme gerou renda de US$ 971 milhões em 2013 e o terceiro faturou mais de US$ 1 bilhão, em 2017.

Na segunda parte, Gru se casou com Lucy Wilde, a agente da Liga Antivilões (com voz de Kristen Wiig) que o recrutou para uma missão. E na terceira aventura, os Minions pediram demissão, enquanto Gru descobriu ter um irmão gêmeo, Dru.

Dirigido por Chris Renaud, que esteve envolvido em todos os filmes da franquia, o novo longa-metragem introduz dois personagens: Maxime Le Mal (Will Ferrell) e sua namorada Valentina (Sofía Vergara). Recém-saído da prisão, Le Mal quer se vingar de Gru, que agora tem novo membro na família.

Além das filhas adotadas no filme original, Margo, Edith e Agnes, Gru e Lucy tiveram um bebê, Gru Jr. E todos terão de fugir e recorrer a disfarces para driblar a ameaça imposta por Le Mal.

Como Hollywood não conta este ano com um fenômeno como “Barbenheimer”, a indústria vai precisar mesmo de franquias estabelecidas, como Meu Malvado Favorito, para injetar vigor nas bilheterias do verão na América do Norte.

No ano passado, a arrecadação doméstica total ultrapassou US$ 9 bilhões, atingindo o melhor resultado desde a pandemia. Ainda assim, o montante representou 20% a menos do que o obtido em 2019.



Fonte: Neofeed

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Ex-profissionais de BTG, Credit Suisse, Porto Seguro e XP se unem em nova assessoria em busca de R$ 1,5 bi

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Ex-profissionais de BTG, Credit Suisse, Porto Seguro e XP se unem em nova assessoria em busca de R$ 1,5 bi
Tempo de Leitura:2 Minuto, 21 Segundo


Nos últimos 10 anos, o mercado de assessoria de investimentos viveu um boom. Diversos executivos de grandes bancos apostaram em uma carreira empreendedora para fundar o seu próprio business e surfar a onda de desbancarização no Brasil.

Apesar da desaceleração e recente consolidação dessa indústria, novos players ainda apostam nessa tese. É o caso da Astra Capital, nova assessoria de investimentos plugada ao BTG Pactual, que acaba de ser lançada.

Ela é composta por um time de executivos com larga experiência no setor. A CEO e fundadora Thaissa Braz tem 17 anos de experiência em wealth management, que inclui uma vivência de sete anos em Zurique, na Suíça, pelo Credit Suisse, e também passagens pelos private banks do Banco Safra e da XP.

O time de sócios fundadores é composto por mais quatro profissionais. Andreas Serpa passou pela tesouraria do Safra e foi estrategista e head de produtos na XP. Gabriel Godeghesi é ex-BTG Pactual; Arthur Costa, ex-XP Private; e Victor Souza, ex-Porto Seguro Corporate.

“Ao contrário do que muitos pensam, que é um mercado já saturado, ainda há muito espaço no mercado de assessoria. Além de toda a consolidação que vai seguir acontecendo entre os players, ainda observamos uma fatia muito grande dos investidores nos grandes bancos, que deve sair. Brinco com os meus sócios que vamos olhar para trás em 10 anos e vamos pensar: em 2024 ainda era tudo mato”, diz Thaissa, ao NeoFeed.

Neste momento, a equipe é composta por oito pessoas. Com o relacionamento dos sócios e bankers, a Astra pretende tombar uma carteira de cerca de R$ 500 milhões até o fim deste ano. A meta é chegar a R$ 1,5 bilhão até o fim de 2025, com a contratação de mais gente no time comercial.

A proposta é dar um atendimento mais private aos clientes, tanto para pessoas físicas como jurídicas, com uma abordagem personalizada e diversificada na gestão de investimentos, incluindo planejamento financeiro e consultoria de seguros. O público-alvo são clientes com pelo menos R$ 1 milhão em liquidez, mas também há uma mesa digital para tíquetes menores.

A Astra Capital acredita que o mercado de assessoria deve passar por uma grande transformação a partir de novembro com a entrada em vigor de regras de transparência da CVM, que vão mostrar o diferencial de trabalho de assessores mais qualificados e que têm de fato experiencia em wealth management, e não apenas na venda de produtos.

“Tenho certeza de que muitos clientes ficarão frustrados quando entenderem que seus assessores indicam produtos que não fazem sentido para a carteira, somente para o bolso dos próprios assessores. Acreditamos que isso será uma oportunidade, pois estaremos de braços abertos para receber esses clientes e fazer o correto para o patrimônio deles”, afirma Thaissa.



Fonte: Neofeed

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As “barbeiragens” dos carros sem motorista colocam o mercado em xeque

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A General Motors anunciou, nesta terça-feira, 23 de julho, que está adiando indefinidamente a produção de seu veículo autônomo Origin, que vinha sendo utilizado como táxis-robôs pela unidade Cruise da fabricante americana.

O anúncio não surpreendeu, pois a empresa já havia interrompido temporariamente a produção do Origin em novembro, para investigar um acidente ocorrido em São Francisco, no qual um pedestre foi arrastado por seis metros por um táxi-robô depois de ter sido atropelado por outro veículo.

A montadora anunciou que a unidade Cruise vai se concentrar agora nos testes de táxis-robôs produzidos a partir de uma a nova geração do Chevrolet Bolt – marca que havia sido descontinuada, mas que a Cruise tem usado há vários anos para o desenvolvimento de veículos autônomos.

A CEO da GM, Mary Barra, que preside o conselho da Cruise, disse em uma carta aos acionistas que a mudança reduzirá os custos da unidade e “abordará a incerteza regulatória” em torno da falta de controles manuais dos veículos, como volante ou pedais.

Uma investigação terceirizada sobre o incidente de outubro do ano passado descobriu que questões culturais, inépcia e má liderança alimentaram descuidos que levaram ao acidente. O estudo também investigou as alegações de encobrimento por parte da liderança de Cruise, mas não foram encontradas provas que apoiassem essas alegações.

Desde então, a GM demitiu cerca de um quarto dos funcionários da Cruise, criou uma posição de diretor de segurança e trouxe novos executivos para comandar a divisão. Além disso, reiniciou os testes de táxis-robôs do Bolt em Dallas, Houston e Phoenix.

A Cruise, uma startup sediada em São Francisco adquirida pela GM em 2016, perdeu a licença dos reguladores da Califórnia para usar os táxis-robôs no estado. A CEO havia dito anteriormente que a Cruise poderia gerar US$ 50 bilhões em receita anual até 2030. A empresa, que recebeu participação minoritária da Honda, acumula prejuízos de mais de US$ 8 bilhões desde 2017.

Avanço lento

O anúncio da GM reforça a percepção do avanço lento no desenvolvimento de carros autônomos, que movimentaram US$ 1 trilhão de investimentos, com resultados ainda insatisfatórios.

Após testes bem-sucedidos em 2019 e entrada em operação em 2020, os veículos autônomos estavam sendo aclamados como o futuro dos transportes. Desde o ano passado, acidentes, ações judiciais, demissões, falhas de software, carros parados nas estradas e um fluxo constante de más relações públicas afetaram o segmento.

A força motriz por trás dos veículos autônomos é a inteligência artificial (IA), mas os algoritmos atuais carecem da compreensão e do raciocínio humanos necessários para o contexto durante a condução.

De acordo com especialistas, estes veículos devem ser capazes de raciocínio contrafactual – avaliando cenários hipotéticos e prevendo resultados potenciais. Boa parte dos acidentes expõe essa falha, principalmente em condições com iluminação variável (nem clara nem escura), no nascer ou no pôr do sol.

Hoje, as três empresas que disputam o mercado de veículos autônomos – Waymo, Cruise e Tesla – estão sob investigação por questões de segurança. Todas vêm enfrentando dificuldades que estão arranhando sua imagem.

A Waymo, empresa da holdig Alphabet, controladora do Google, opera um serviço de táxis-robôs em São Francisco, Phoenix e Los Angeles equipados com sensores e software que controlam a direção. Embora seus carros não tenham contribuído para quaisquer acidentes fatais conhecidos, os reguladores dos EUA continuam investigando a sua condução por vezes errática.

Em meio aos pequenos acidentes provocados em São Francisco, o fato de os veículos autônomos não terem motorista tem gerado atos de vandalismo contra a crescente frota de táxis-robôs da Waymo.

Este mês, a empresa do Vale do Silício entrou com duas ações judiciais, exigindo indenizações por danos causados por supostos vândalos. Num deles, uma mulher, Ronaile Burton, foi acusada de cortar intencionalmente os pneus de 19 veículos Waymo – incluindo alguns que estavam ocupados por passageiros – ao longo de três dias no fim do mês passado em São Francisco.

A Tesla está sob escrutínio após um recall de 2 milhões de veículos nos EUA devido a preocupações com a função de piloto automático de seus modelos elétricos, que não são autônomos. O piloto automático foi criado para ajudar o motorista em manobras como direção e aceleração.

A falha levantou dúvidas sobre os avanços da Tesla no segmento de carros autônomos. Desde 2020, o CEO da companhia, Elon Musk, vem prometendo lançar táxis-robôs, mas os anúncios acabam sendo adiados. No início deste ano, Musk prometeu apresentar o robo-táxi da Tesla em 8 de agosto, mas sinalizou, na semana passada, que a montadora levaria mais tempo para incorporar uma mudança de design.

Os testes com o mais recente modelo de veículo autônomo desenvolvido pela montadora – a nova versão Beta 12.4 do FSD (Full Self-Driving, “Direção Totalmente Autônoma”, em português) – apresentou avanços, mas expôs uma folha constrangedora: o software baseado em câmera nem sempre consegue evitar o veículo autônomo de trafegar na contramão.



Fonte: Neofeed

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Wiz “esnoba” oferta de US$ 23 bilhões de dona do Google

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Tempo de Leitura:2 Minuto, 29 Segundo


Recusar uma oferta de compra de US$ 23 bilhões proveniente da Alphabet, controladora do Google, não é das decisões mais fáceis de se tomar. Mas foi isso o que a startup de cibersegurança nova-iorquina Wiz fez.

Do lado do Google, a aquisição seria a maior de sua história e deveria complementar sua oferta de segurança, em uma longa tentativa de alcançar a Microsoft e a Amazon no concorrido mercado de serviços em nuvem. Nesse cenário, a Wiz se uniria a Mandiant, que foi adquirida pela Alphabet há dois anos por US$ 5,4 bilhões, como um reforço nesta vertente.

A oferta que o Google fez à Wiz quase dobrou a avaliação da última rodada de captação da startup, que havia elevado o seu valuation para US$ 12 bilhões. Em maio, a companhia atraiu investidores como Andreessen Horowitz, Lightspeed Venture Partners e Thrive Capital e levantou US$ 1 bilhão.

Porém, a startup, que escaneia dados guardados nos sistemas de armazenamento, buscando e removendo riscos à segurança dessas informações, achou que poderia valer mais se seguisse por outro caminho, o do IPO.

“Recusar ofertas tão significativas é difícil, mas com nossa equipe excepcional, sinto confiança ao fazer essa escolha”, disse Assaf Rappaport, CEO da Wiz, em um memorando acessado pela Bloomberg News.

Além de mirar um valuation “melhor”, a companhia mostrou preocupações com um possível processo regulatório de aprovação demorado. A falta de acordo sobre a permanência da Wiz como uma unidade separada dentro do Google ou integrada ao seu negócio de nuvem também foi um problema, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg e pelo The Wall Street Journal.

O empreendedor ainda afirmou que os próximos passos da empresa são alcançar US$ 1 bilhão em receita no próximo ano e então abrir seu capital na bolsa de valores. A startup teria atingido uma receita de US$ 500 milhões em 2023.

“A validação vista após a notícia chegar ao mercado apenas reforça nosso objetivo de criar uma plataforma que tanto equipes de segurança quanto de desenvolvimento amam”, disse o CEO da Wiz no memorando.

Fundada em 2020, a Wiz levou pouco tempo para se tornar uma das empresas mais promissoras no segmento de segurança para computação em nuvem. Na visão de especialistas e investidores, o crescimento acelerado da companhia se deve ao nicho escolhido, que ainda é pouco explorado e conta com uma base de clientes afortunados.

Esta é a segunda aquisição frustrada da Alphabet em menos de seis meses. No início deste ano, o Google estava examinando a compra da empresa de software HubSpot, avaliada em cerca de US$ 25 bilhões. Diferentemente da história com a Wiz, o Google tomou a decisão de não seguir com o negócio, devido a preocupações regulatórias.

Apesar dos acordos não concluídos, a empresa está mostrando sinais de crescimento de sua unidade de nuvem e reportou lucro no segmento pela primeira vez em 2023. E parece que a compra da Mandiant ajudou a chegar nesses números.



Fonte: Neofeed

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