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O que uma bicentenária instituição suíça viu no Brasil para buscar US$ 5 bilhões

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O que uma bicentenária instituição suíça viu no Brasil para buscar US$ 5 bilhões
Tempo de Leitura:6 Minuto, 2 Segundo


A Suíça é conhecida como o centro financeiro do mundo. Com mais de 235 bancos (o que dá um para cada 37 mil habitantes) -, muitos deles são centenários e conhecidos pela sua capacidade na gestão patrimonial transnacional.

Nessa lista está o grupo financeiro Mirabaud, fundado em 1819 em Genebra e com CFH 31,2 bilhões de em ativos sob gestão (US$ 34,4 bilhões).

Embora tenha ajudado a desenvolver o sistema financeiro local e a criar a primeira bolsa de valores de Suíça, o Mirabaud mantém seu capital fechado e com controle da família que dá nome ao banco.

Além do clã Mirabaud, existem quatro sócios no negócio: Alain Baron, responsável pela operação no Oriente Médio e norte da África; Andrew Lake, head de renda fixa; Anu Narula, head de global equities; e o brasileiro Thiago Frazão.

“Existe uma lacuna para atender clientes ultra-high net worth globalizados que não querem estar em bancos ou em plataformas de distribuição de produtos no Brasil”, diz Frazão.

Head de wealth management Latam, Frazão mora há mais de 15 anos na Suíça e há 12 anos está no Mirabaud. Ele liderou a expansão da instituição financeira para a América Latina em 2019, que tem a região – e principalmente o Brasil – como parte estratégica para o crescimento de longo prazo.

A filial em São Paulo foi aberta em 2019, oito anos depois da chegada em Montevidéu. Além dessas cidades, o banco focado em asset management, wealth management e corporate finance, está presente em 17 cidades na Europa (entre elas, Londres, Luxemburgo, Paris, Madrid, Barcelona, Valência, Sevilha e Milão) e também com em Montreal, Dubai e Abu Dhabi.

Hoje, o banco possui US$ 2,5 bilhões sob aconselhamento no Brasil (de um total de US$ 4,5 bilhões na América latina), juntando as operações onshore e offshore, e deseja dobrar esse tamanho em até cinco anos.

Em passagem pelo Brasil para visitar investidores, Frazão concedeu esta entrevista exclusiva ao NeoFeed para explicar os planos do grupo suíço por aqui e por que acredita que há espaço para crescer no País mesmo tendo um mercado tão competitivo.

Qual é o potencial do mercado brasileiro?
Por volta de 2018, vimos que não podíamos atender o País tão distante e em 2019 abrimos um escritório em São Paulo. Mas logo veio a Covid-19 e mudou um pouco o plano. Decidimos iniciar investindo em pessoas, bons profissionais. Acredito que existe uma lacuna para atender clientes ultra-high net worth globalizados que não querem estar em bancos ou em plataformas de distribuição de produtos no Brasil. Queremos capturar esse cliente.

Há uma meta de crescimento para o Brasil?
Hoje temos no total US$ 2,5 bilhões sob aconselhamento, sendo que onshore temos R$ 1 bilhão (menos de US$ 200 milhões). Nosso objetivo é dobrar de tamanho nos próximos 12 meses no mercado local. E olhando para um prazo mais longo, pelo tamanho do mercado aqui e do nicho que queremos atacar, acreditamos que podemos ter US$ 5 bilhões no total em um prazo de três a cinco anos.

Por que muitos bancos estrangeiros vieram para o Brasil olhando esse potencial, mas não ganharam tração e desistiram?
Falta uma compreensão do mercado brasileiro. E acredito que só tendo de fato brasileiros como altos executivos, como no meu caso, para entender isso. O Brasil tem um imenso home bias, não é como o resto da América Latina, como na Argentina, em que 80% do dinheiro está no exterior, ou como um Uruguai e Chile, que também têm muito dinheiro fora. O Brasil é o país da renda fixa, sim. Mas aqui ao mesmo tempo tem um mercado muito sofisticado. Tem investidor que procura coisas diferenciadas, faz seed de venture capital, tem bastante patrimônio ilíquido. E nós temos esse perfil de customização e de pensar em deals diferenciados. Temos bastante interesse nesse investidor.

“O Brasil é o país da renda fixa, sim. Mas aqui ao mesmo tempo tem um mercado muito sofisticado”

Mas há uma explicação sobre o porquê outros não conseguiram?
Pode ser o caso de outros grandes bancos de capital aberto que vieram para cá, que olham as coisas mais como ganho de escala. Querendo ou não, são obrigados a dar resultados trimestrais para os acionistas, diferente de nós, que somos um banco familiar. E quem chega no Brasil sem pensar no longo prazo de verdade não tem chance.

Por quê?
Os bancos brasileiros são muito bons e têm alta penetração no mercado. É uma competição difícil que se demora a vencer. E os gringos que não têm de fato uma visão de longo prazo para Brasil, basta o diretor que montou a operação mudar de área ou sair do banco que o projeto Brasil morre. A gente quer ser rentável, mas não temos um acionista nos pressionando todo semestre por resultado.

Mas os estrangeiros põem a culpa no home bias. Como o Brasil não quer investir no exterior, eles perdem o diferencial competitivo.
Isso também é verdade. Mas, de novo, quem quer investir, investe em ter uma operação onshore também. É o que estamos fazendo. Queremos cuidar do cliente no Brasil como um family office, buscando o que há de melhor em qualquer plataforma de investimento. E contratamos pessoas especialistas aqui para fazer isso, hoje são 14 pessoas no Brasil, e estamos de olho em talentos. Queremos ser uma casa one-stop-shop, e não especialista em investimento internacional como outros players globais aqui no Brasil.

Como vocês veem esse processo de internacionalização dos investimentos no Brasil?
Acredito que está evoluindo. Antes o investimento era apenas de jurisdição. Mandavam dinheiro para fora para investir em ativos brasileiros no exterior em dólar. Hoje, investem em empresas internacionais, mas apenas nos EUA e nas muito grandes, como Apple e Facebook, e no tema de tecnologia. Sinceramente não é preciso estar no offshore para investir no óbvio, dá para fazer isso daqui.

É preciso ter uma carteira verdadeiramente global e não “americanizada”?
A diversificação geográfica é necessária. Existem empresas muito boas e globais na Europa seguindo outras lógicas, como Louis Vuitton, que é luxo. A Ferrari, por exemplo, não tem automóvel americano com margem parecida. E são empresas também muito conhecidas aqui no Brasil, e que as pessoas entendem o negócio, mas estão fora por ficarem nos EUA. Tem também a ASLM, em semicondutores, que está menos em voga que uma Nvidia.

Como empresa estrangeira que decidiu investir no Brasil, quais são as dificuldades e os riscos pesados por vocês?
Essa questão fiscal que estamos vivendo assusta. Tudo bem aumentar a arrecadação, mas é preciso sinalizar quando isso acaba. Do jeito que está, o empresariado, as famílias, ninguém consegue prever qual vai ser de fato o seu resultado no ano que vem. Isso assusta e gera insegurança jurídica. E pensando como empresa estrangeira abrindo um negócio aqui, a complexidade tributária é uma grande questão. Tem empresa que desiste do Brasil e aposta mais em outro só por aí.

Mudanças estruturais, como a reforma tributária, animam?
A reforma tributária veio para melhorar isso, mas foi pouco ambiciosa e vai demorar muito para ter efeito. Mas é isso, apesar das dificuldades, acreditamos no potencial do Brasil e estamos aqui para o longo prazo.



Fonte: Neofeed

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Howard Marks não vê excessos na Bolsa dos EUA, mas dá crédito para um outro investimento

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Howard Marks não vê excessos na Bolsa dos EUA, mas dá crédito para um outro investimento
Tempo de Leitura:2 Minuto, 6 Segundo


Em um ano marcado por quebra de recordes dos índices nos Estados Unidos, com as empresas de tecnologia vendo seus valuations em patamares bastante elevados, invariavelmente começam a surgir dúvidas entre investidores sobre se o mercado não estaria passando por excessos, com o surgimento de uma bolha.

Para Howard Marks, cofundador da Oaktree Capital, gestora que conta com US$ 192 bilhões em ativos sob gestão, ainda que o mercado americano esteja aquecido, e alguns setores registrem valuations e múliplos esticados, a situação não se mostra problemática.

“No momento, não vejo grandes excessos na economia americana ou nos mercados”, disse ele na quarta-feira, 24 de julho, em participação, via videoconferência, em painel no evento Avenue Connection, em São Paulo. “Não vejo excesso de otimismo, não vejo muitos setores superaquecidos na economia.”

Conhecido por ter dedicado parte da sua carreira ao estudo dos ciclos de mercado, tendo lançado um livro em 2018 sobre o tema, Marks afirmou que o P/L das bolsas americanas está “um pouco alto” em relação ao que já foi visto antes, com o múltiplo do S&P 500 cerca de 20% acima da média histórica o que, para ele, não se trata de algo preocupante.

A percepção de que o mercado americano poderia estar passando por um excesso de euforia vem do bom desempenho das empresas de tecnologia. Mas Marks destacou que, nos outros segmentos, as ações não estão com valuations muito elevados.

“Não é que as ações estão baratas, não estão, elas estão altas, mas não em um patamar que devemos nos preocupar”, afirmou.

Outro ponto que Marks busca identificar para ver se há excessos no mercado é o sentimento dos investidores e, segundo ele, o que se vê é cautela, com preocupações sobre questões geopolíticas e os rumos da economia.

Mesmo vendo as ações em patamares razoáveis, Marks entende que as principais oportunidades em termos de retorno estão no mercado de crédito. “Os retornos previstos estão nos maiores patamares vistos em tempos e em patamares satisfatórios em termos absolutos”, disse.

No momento em que os juros estão em patamares elevados, com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) revertendo a frouxa política monetária adotada para combater a crise financeira de 2009, Marks enxerga uma série de oportunidades no mercado, desde títulos mais seguros até papéis high yield, e vê a possibilidade de retornos na casa dos dois dígitos, algo impensável há décadas atrás.

“Os retornos estão altos e podem ser conseguidos de forma relativamente tranquila”, afirmou.



Fonte: Neofeed

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“Veterana” do saneamento vai investir R$ 333 milhões e mira novas concessões

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“Veterana” do saneamento vai investir R$ 333 milhões e mira novas concessões
Tempo de Leitura:5 Minuto, 29 Segundo


À frente da Águas do Brasil, a mais antiga empresa privada de saneamento em operação no País, o presidente Claudio Abduche não hesita em revelar qual o maior desafio do grupo, fundado há 25 anos: acelerar os investimentos no Bloco 3 da concessão da Cedae, no Rio de Janeiro, que opera há dois anos em parceria com a Vinci Partners sob a marca Rio+Saneamento.

Em entrevista ao NeoFeed, Abduche revela que a Rio+Saneamento vai investir R$ 333,7 milhões este ano em tratamento de esgoto e água de 18 municípios do Rio, incluindo 24 bairros da Zona Oeste carioca, com previsão de inaugurar nove estações de tratamento esgoto e água até 2026.

O foco dos investimentos no bloco é maior na capital fluminense, onde atua numa região com forte presença de milícias e índices de universalização mais desafiadores para o grupo, que opera 15 concessões e duas unidades industriais em 32 municípios nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, atendendo 5,2 milhões de pessoas.

“O Bloco 3 é mais complexo, atuamos numa área que tinha historicamente o índice mais elevado de inadimplência da Cedae e com baixo índice de fornecimento de água”, afirma Abduche.

Segundo ele, as outras concessões do grupo têm níveis de universalização mais maduros. “Daí o investimento elevado na área operacional do Bloco 3, além de campanhas da área comercial de cadastramento dos clientes.”

O executivo assegura que o fato de a região sob concessão na capital fluminense ter forte presença da milícia não chega a impactar na prestação do serviço.

A estratégia adotada foi procurar as lideranças comunitárias e mostrar os benefícios de fornecer água tratada, trocar a rede antiga e ampliar a coleta de esgoto. “Usamos nossa experiência no setor, com diálogo e paciência estamos conseguindo avançar”, revela.

As nove Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) previstas têm recebido atenção especial do grupo. Elas estão em diversas etapas de obra, algumas em fase de licenciamento e outras já iniciadas, e vão beneficiar 2,5 milhões de pessoas, na capital e no interior.

Levantamento do Ministério das Cidades indica que, quatro anos depois da aprovação do Marco Regulatório do Saneamento, a coleta e tratamento de esgoto representam o grande gargalo para atingir as metas de universalização – 99% da população com abastecimento de água e 90% com esgotamento sanitário até 2033.

De 2019 a 2022, a proporção do esgoto tratado no País passou de 49% para 52%. Ao todo, 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a coleta de esgoto, e 32 milhões a água potável. “A maior carência do Brasil hoje é a parte de coleta e tratamento de esgoto, mesmo porque a rede no Brasil foi quase inteiramente uma obra do século XIX”, diz Abduche.

Avanço com Marco

Para o executivo da Águas do Brasil, a entrada em vigor do marco regulatório causou ao menos três efeitos positivos: atraiu investimentos do mercado de capitais, obrigou as empresas estaduais de saneamento a buscarem financiamento para cumprir as metas e, o mais importante, trouxe segurança jurídica ao setor.

Mesmo assim, ele adverte que vai ser difícil para muitas estatais de saneamento conseguirem chegar perto das metas determinadas pelo marco, por causa das dificuldades financeiras do poder público num cenário de juros elevados.

Um estudo do Instituto Trata Brasil divulgado este mês prevê que a universalização do saneamento no Brasil só acontecerá em 2070, considerando o ritmo atual de melhorias no setor.

“As licitações para concessões, por exemplo, precisam avançar com mais rapidez”, adverte Abduche, lembrando que regiões com grande população – como Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina – não definiram o modelo ou seguem atuando com empresas estatais de saneamento.

Claudio Abduche, presidente da Águas do Brasil

O executivo admite que Águas do Brasil está atenta ao calendário de licitações que está sendo modelado pelo BNDES. Do ponto de vista financeiro, não há grandes restrições para a expansão da empresa. Em 2023, o grupo registrou R$ 2,5 bilhões em receita líquida. O Ebitda da companhia atingiu R$ 650 milhões, um crescimento de 16% em relação a 2022.

Em fevereiro, a Rio+Saneamento captou R$ 4,65 bilhões por meio da emissão de debêntures (títulos de dívida) e empréstimo junto ao BNDES. O montante servirá para pagar o empréstimo-ponte que permitiu quitar as duas primeiras parcelas da outorga fixa do Bloco 3 — pouco mais de R$ 1,8 bilhão do total de R$ 2,2 bilhões devidos ao governo do Rio —, mas também para investimentos na rede que administra.

Essa captação liberou a Águas do Brasil para mirar novos negócios. Sergipe, que deve anunciar licitação para concessão de saneamento em agosto, interessa ao grupo. “É o mesmo modelo da desestatização da Cedae, só que em um bloco só”, afirma executivo.

Outros estados do Nordeste, como Maranhão, Paraíba e Pernambuco, também estão avaliando com o BNDES eventuais licitações de concessão que podem atrair a Águas do Brasil. Ele também cita concessões municipais, em especial com cidades acima de 250 mil habitantes, como uma frente de oportunidades que está se abrindo.

“O mercado de concessões municipais não andou até recentemente porque havia uma queda de braço de quem é o poder concedente, estado ou o município”, afirma. Uma resolução do STF de que o poder concedente tem de ser negociado entre os dois entes, facilitou destravar essa opção.

PPPs e privatizações

Abduche diz que outros modelos de negócios não estão na agenda do grupo. “Temos restrições para parcerias público-privadas (PPP), principalmente quando a empresa estatal delega as obras para o concessionário, preferimos uma PPP onde temos um mínimo de operação comercial favorável”, diz.

Quanto às privatizações, Abduche revela que a Águas do Brasil não se interessou pelo certame da Sabesp, que adotou o formato de follow on – com concessão de uma parcela de 15% de participação acionária e manutenção da empresa estadual com 18% das ações.

“Nosso grupo entende que consegue agregar mais no modelo de concessão, entramos numa cidade onde colocamos nossa experiência de operação e da área comercial, é assim que conseguimos reverter o negócio”, diz. Mesmo assim, o executivo elogia a atuação do governador Tarcísio de Freitas em levar adiante o processo da Sabesp.

“Deve estimular outros governadores a estudarem a privatização como saída, mas o que marcou nesse caso foi estratégia de incluir a rápida obtenção da universalização de água e esgoto no contrato”, diz Abduche. “No fim, mostrou que a Sabesp, a maior empresa da América Latina, está comprometida em cumprir as metas do marco do saneamento. Não deixa de ser um alerta.”





Fonte: Neofeed

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Na bolsa americana, big techs seguem com fôlego, mas há oportunidades “embaixo da superfície”

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Na bolsa americana, big techs seguem com fôlego, mas há oportunidades “embaixo da superfície”
Tempo de Leitura:2 Minuto, 21 Segundo


Diante da expectativa de que os cortes de juros finalmente começarão a acontecer nos Estados Unidos e com os índices acionários registrando forte crescimento, muitos gestores começaram a reavaliar suas posições no mercado de renda variável americano, que, nos últimos anos, viu o setor de tecnologia ganhar bastante força.

Para Marina Valentini, estrategista de mercados globais da J.P. Morgan Asset, esse cenário abre espaço para buscar oportunidades “embaixo da superfície do S&P 500”, considerando que muitas companhias do índice estão com seus valuations perto da média histórica. Mas isso não significa necessariamente que as big techs devem perder relevância ou o interesse dos investidores.

“Muitos analistas começam a falar numa rotação para setores mais cíclicos, como indústria, energia, bancos”, disse ela na quarta-feira, 24 de julho, durante painel no evento Avenue Connection, que está sendo promovido pela corretora Avenue, em São Paulo. “A gente acha que isso vai acontecer, mas não necessariamente às custas do setor de tecnologia.”

Segundo Valentini, as chamadas Magníficas Sete – Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla – têm motivo para serem consideradas magníficas, ao representarem cerca de 33% do índice, 39% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e 23% do fluxo de caixa. Além de apresentarem boas perspectivas em termos de resultados, mesmo que isso possa ir desacelerando ao longo dos trimestres, com frustrações de curto prazo.

“Essas empresas têm muito dinheiro para investir e apresentam lucros muito fortes”, afirmou. “O mercado espera crescimento de 30% dos lucros, o que é muito bom.”

Ela destacou que muito da alta recente no mercado acionário americano foi puxada pelo entusiasmo com o tema da inteligência artificial, como pode ser visto nas fortes valorizações registradas pelas ações da Nvidia – somente nesse ano, os papéis da companhia acumulam alta de 177,4%. Em sua avaliação, esse é um tema de longo prazo, que ainda deve continuar tendo peso sobre o S&P 500.

Mas com o cenário ficando mais propício para a renda variável e as ações de tecnologia com valuations elevados, a estrategista da J.P. Morgan Asset começa a ver margem para um aumento de posicionamento em outros segmentos, com a tese do value ganhando força.

Em meio a uma economia americana ainda resiliente, ainda que apresente alguns indícios de desaceleração, Valentini afirmou que setores tradicionais demonstram força, com as ações podendo ter boa evolução.

A estrategista da J.P. Morgan Asset destaca que as companhias apresentam boas perspectivas de resultados. Segundo ela, depois de resultados baixos em 2023, a expectativa dos analistas é de um aumento média de 11% dos lucros, enquanto os cálculos das gestoras apontam para uma alta de cerca de 9%.

“A foto corporativa americana é sólida”, disse Valentini. “E vemos os analistas aumentando as expectativas para os lucros das empresas.”



Fonte: Neofeed

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