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Os ecos do Brexit devem enterrar nas urnas a era conservadora no Reino Unido

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Os ecos do Brexit devem enterrar nas urnas a era conservadora no Reino Unido
Tempo de Leitura:6 Minuto, 15 Segundo


Os britânicos estão indo às urnas nesta quinta-feira, 4 de julho, não só para eleger o novo Parlamento, de 650 cadeiras, que deve pôr fim a 14 anos de hegemonia do Partido Conservador. Com a eleição, o país começa a fechar um ciclo político e econômico iniciado em 2016 com o Brexit, a votação que sacramentou a saída do Reino Unido da União Europeia.

Oito anos depois da histórica decisão, os britânicos têm pouco a comemorar, pois todas as bandeiras levantadas pelo Partido Conservador para abandonar a UE fracassaram: a economia encolheu, a imigração aumentou, a renda per capita caiu, os serviços públicos pioraram e, de quebra, o país ainda continua amargando uma série de problemas regulatórios para consolidar a separação do bloco europeu.

O primeiro sinal de que o ciclo do Brexit está chegando ao final deve vir da votação do dia, que tende a confirmar uma vitória acachapante do Partido Trabalhista, com cerca de 18 pontos de vantagem nas pesquisas de boca de urna em relação aos tories, como os conservadores são conhecidos.

Com maioria folgada, os trabalhistas devem eleger seu líder, Sir Keir Starmer, como novo primeiro-ministro em substituição ao conservador Rishi Sunak, no cargo há menos de dois anos.

“O Brexit foi um trauma para o Reino Unido, econômica e politicamente, na medida em que destruiu o Partido Conservador e o trouxe a este ponto de provável humilhação”, afirma ao NeoFeed George Magnus, pesquisador da Universidade de Oxford e ex-economista-chefe do banco UBS, resumindo o sentimento dos britânicos.

Para se ter uma ideia do atraso causado pela saída da União Europeia, os britânicos cunharam uma expressão, o “Breget” – trocadilho que mistura a palavra Brexit com regret, “arrependimento” em inglês -, para reconhecer o erro, admitido por 65% da população em pesquisa.

A rigor, o efeito foi além das fronteiras do Reino Unido, pois o Brexit inaugurou uma série de mudanças populistas que abalaram a política ocidental, seguido depois pela eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, e da ascensão da extrema direita em vários países da Europa e América Latina –  fruto de um longo processo de desgaste com a classe política tradicional e frustração de camadas populares com a perda de empregos gerada pela globalização.

No caso do Reino Unido, a separação do bloco europeu entrou em vigor pouco antes da pandemia e da guerra na Ucrânia, numa conjunção que levou à maior crise econômica do país em décadas.

O Goldman Sachs estima que a economia britânica atualmente é 5% menor do que seria sem o Brexit. Desde 2016, a economia britânica cresceu em média 1,3% ao ano, contra 1,6% do grupo de sete países mais ricos do mundo (G-7).

O Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social reforçou essa percepção, estimando que o Brexit resultou em uma perda de renda anual per capita superior a US$ 1 mil. A partir de janeiro de 2021, quando o país deixou o mercado único e a união aduaneira, as exportações de bens do Reino Unido diminuíram 13%.

Para o economista Magnus, da Universidade de Oxford, é difícil avaliar o peso específico do Brexit num contexto que inclui a pandemia e a guerra na Ucrânia. “Alguns fatores não estavam relacionados com a saída de União Europeia, como a fraca produtividade, a desigualdade e o baixo investimento, mas é certo que foram exacerbados pelo Brexit”, afirma.

Divórcio litigioso

Não bastasse o fardo econômico causado pelo Brexit, o Reino Unido ainda continua às voltas com o divórcio litigioso da União Europeia em várias frentes.

Uma vez fora do bloco comercial, o país teve de internalizar uma grande parte da administração que anteriormente era gerida em Bruxelas, sede da UE, desde o comércio até a regulamentação de alimentos e medicamentos, obrigando o serviço público do Reino Unido a contratar 100 mil pessoas.

O pesadelo burocrático incluiu uma incorporação, por meio de uma operação de cópia-e-cola, de quase 50 anos de leis acumuladas da UE. As empresas passaram anos sem saber quais as novas regulamentações que enfrentariam e se ainda teriam mercados de exportação na Europa. Muitas adiaram os gastos para esperar por clareza.

No primeiro trimestre, após quatro anos de atraso, o governo finalmente divulgou um conjunto de regras sobre controles fronteiriços para importações europeias, incluindo requisitos de inspeção de alimentos.

Enquanto isso, o ciclo de inflação e juros elevados – um fenômeno que atingiu a economia global após a pandemia – teve um impacto maior no Reino Unido devido à série de tropeços dos governos conservadores.

Ao longo do atual ciclo do Brexit, o país teve cinco primeiros-ministros. Só em 2020, a economia britânica caiu 11%, pior desempenho em 300 anos. A inflação atingiu 11,1% em outubro de 2022, índice mais elevado que o pico na zona do euro (10,6%) e nos EUA (9,1%).

Sunak assumiu o cargo de primeiro-ministro em dezembro de 2022, em substituição a Liz Truss, que ficou apenas 49 dias na função. Em plena crise, Truss decidiu cortar impostos, bancando a diferença emitindo títulos da dívida.

Com poucos dias no governo, Sunak anunciou um grande pacote de 55 bilhões de libras esterlinas que gerou um aperto financeiro aos britânicos sentido até agora.

Como consolo, Sunak conseguiu há poucas semanas trazer a inflação para a meta de 2% ao ano. O feito, inédito entre os países ricos no atual ciclo de inflação e juros elevados, porém, não deve evitar a queda do primeiro-ministro.

O desgaste dos conservadores é tão grande que conseguiu a proeza de amansar a expectativa do mercado financeiro quanto a um governo trabalhista, tradicionalmente ligado a uma agenda fiscal expansionista e com foco social.

De acordo com Magnus, o líder trabalhista Starmer e a provável ministra das Finanças, Rachel Reeves – que seria a primeira mulher a ocupar o cargo – são considerados moderados. Starmer, ex-chefe do Ministério Público de 61 anos que entrou na política apenas em 2015, prometeu que seu futuro governo não terá espaço para gastos fiscais.

“Starmer indicou muitas coisas que não fará, como aumentar a dívida pública nos próximos cinco anos nem elevar a taxação nas principais áreas de tributação”, diz o acadêmico da Universidade de Oxford. “Os únicos compromissos frouxos são aumentar o emprego na área da saúde e reduzir os tempos de espera no NHS”, acrescenta, referindo-se à sigla do serviço público de saúde, que vem decaindo nos últimos anos.

Em meio à provável derrota imposta aos conservadores, a eleição britânica ainda reserva uma ponta de ironia em relação às bandeiras levantadas pelos que defendiam a separação da UE oito anos atrás.

A imigração proveniente do bloco europeu, em percentagem do total dos fluxos de pessoas, chegou a cair para metade desde o Brexit. Mas o governo Sunak decidiu amentar a imigração legal para ajudar a impulsionar a economia.

Nos últimos dois anos, 2,4 milhões de pessoas foram autorizadas a estabelecer-se na Reino Unido, superando qualquer influxo anterior. Foi o suficiente para renovar o discurso xenófobo de Nigel Farage, um político populista que lançou o Partido da Reforma, na época do Brexit, pregando o fim da imigração e a separação da UE.

O líder populista está de volta, com uma campanha acusando os conservadores de terem traído o Brexit e aberto a porta para a imigração descontrolada. Resta saber se Farage se tornará no médio prazo no símbolo de um novo ciclo político e econômico semelhante ao que mergulhou os britânicos na aventura fracassada do Brexit.





Fonte: Neofeed

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Ex-profissionais de BTG, Credit Suisse, Porto Seguro e XP se unem em nova assessoria em busca de R$ 1,5 bi

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Ex-profissionais de BTG, Credit Suisse, Porto Seguro e XP se unem em nova assessoria em busca de R$ 1,5 bi
Tempo de Leitura:2 Minuto, 21 Segundo


Nos últimos 10 anos, o mercado de assessoria de investimentos viveu um boom. Diversos executivos de grandes bancos apostaram em uma carreira empreendedora para fundar o seu próprio business e surfar a onda de desbancarização no Brasil.

Apesar da desaceleração e recente consolidação dessa indústria, novos players ainda apostam nessa tese. É o caso da Astra Capital, nova assessoria de investimentos plugada ao BTG Pactual, que acaba de ser lançada.

Ela é composta por um time de executivos com larga experiência no setor. A CEO e fundadora Thaissa Braz tem 17 anos de experiência em wealth management, que inclui uma vivência de sete anos em Zurique, na Suíça, pelo Credit Suisse, e também passagens pelos private banks do Banco Safra e da XP.

O time de sócios fundadores é composto por mais quatro profissionais. Andreas Serpa passou pela tesouraria do Safra e foi estrategista e head de produtos na XP. Gabriel Godeghesi é ex-BTG Pactual; Arthur Costa, ex-XP Private; e Victor Souza, ex-Porto Seguro Corporate.

“Ao contrário do que muitos pensam, que é um mercado já saturado, ainda há muito espaço no mercado de assessoria. Além de toda a consolidação que vai seguir acontecendo entre os players, ainda observamos uma fatia muito grande dos investidores nos grandes bancos, que deve sair. Brinco com os meus sócios que vamos olhar para trás em 10 anos e vamos pensar: em 2024 ainda era tudo mato”, diz Thaissa, ao NeoFeed.

Neste momento, a equipe é composta por oito pessoas. Com o relacionamento dos sócios e bankers, a Astra pretende tombar uma carteira de cerca de R$ 500 milhões até o fim deste ano. A meta é chegar a R$ 1,5 bilhão até o fim de 2025, com a contratação de mais gente no time comercial.

A proposta é dar um atendimento mais private aos clientes, tanto para pessoas físicas como jurídicas, com uma abordagem personalizada e diversificada na gestão de investimentos, incluindo planejamento financeiro e consultoria de seguros. O público-alvo são clientes com pelo menos R$ 1 milhão em liquidez, mas também há uma mesa digital para tíquetes menores.

A Astra Capital acredita que o mercado de assessoria deve passar por uma grande transformação a partir de novembro com a entrada em vigor de regras de transparência da CVM, que vão mostrar o diferencial de trabalho de assessores mais qualificados e que têm de fato experiencia em wealth management, e não apenas na venda de produtos.

“Tenho certeza de que muitos clientes ficarão frustrados quando entenderem que seus assessores indicam produtos que não fazem sentido para a carteira, somente para o bolso dos próprios assessores. Acreditamos que isso será uma oportunidade, pois estaremos de braços abertos para receber esses clientes e fazer o correto para o patrimônio deles”, afirma Thaissa.



Fonte: Neofeed

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As “barbeiragens” dos carros sem motorista colocam o mercado em xeque

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Tempo de Leitura:4 Minuto, 7 Segundo


A General Motors anunciou, nesta terça-feira, 23 de julho, que está adiando indefinidamente a produção de seu veículo autônomo Origin, que vinha sendo utilizado como táxis-robôs pela unidade Cruise da fabricante americana.

O anúncio não surpreendeu, pois a empresa já havia interrompido temporariamente a produção do Origin em novembro, para investigar um acidente ocorrido em São Francisco, no qual um pedestre foi arrastado por seis metros por um táxi-robô depois de ter sido atropelado por outro veículo.

A montadora anunciou que a unidade Cruise vai se concentrar agora nos testes de táxis-robôs produzidos a partir de uma a nova geração do Chevrolet Bolt – marca que havia sido descontinuada, mas que a Cruise tem usado há vários anos para o desenvolvimento de veículos autônomos.

A CEO da GM, Mary Barra, que preside o conselho da Cruise, disse em uma carta aos acionistas que a mudança reduzirá os custos da unidade e “abordará a incerteza regulatória” em torno da falta de controles manuais dos veículos, como volante ou pedais.

Uma investigação terceirizada sobre o incidente de outubro do ano passado descobriu que questões culturais, inépcia e má liderança alimentaram descuidos que levaram ao acidente. O estudo também investigou as alegações de encobrimento por parte da liderança de Cruise, mas não foram encontradas provas que apoiassem essas alegações.

Desde então, a GM demitiu cerca de um quarto dos funcionários da Cruise, criou uma posição de diretor de segurança e trouxe novos executivos para comandar a divisão. Além disso, reiniciou os testes de táxis-robôs do Bolt em Dallas, Houston e Phoenix.

A Cruise, uma startup sediada em São Francisco adquirida pela GM em 2016, perdeu a licença dos reguladores da Califórnia para usar os táxis-robôs no estado. A CEO havia dito anteriormente que a Cruise poderia gerar US$ 50 bilhões em receita anual até 2030. A empresa, que recebeu participação minoritária da Honda, acumula prejuízos de mais de US$ 8 bilhões desde 2017.

Avanço lento

O anúncio da GM reforça a percepção do avanço lento no desenvolvimento de carros autônomos, que movimentaram US$ 1 trilhão de investimentos, com resultados ainda insatisfatórios.

Após testes bem-sucedidos em 2019 e entrada em operação em 2020, os veículos autônomos estavam sendo aclamados como o futuro dos transportes. Desde o ano passado, acidentes, ações judiciais, demissões, falhas de software, carros parados nas estradas e um fluxo constante de más relações públicas afetaram o segmento.

A força motriz por trás dos veículos autônomos é a inteligência artificial (IA), mas os algoritmos atuais carecem da compreensão e do raciocínio humanos necessários para o contexto durante a condução.

De acordo com especialistas, estes veículos devem ser capazes de raciocínio contrafactual – avaliando cenários hipotéticos e prevendo resultados potenciais. Boa parte dos acidentes expõe essa falha, principalmente em condições com iluminação variável (nem clara nem escura), no nascer ou no pôr do sol.

Hoje, as três empresas que disputam o mercado de veículos autônomos – Waymo, Cruise e Tesla – estão sob investigação por questões de segurança. Todas vêm enfrentando dificuldades que estão arranhando sua imagem.

A Waymo, empresa da holdig Alphabet, controladora do Google, opera um serviço de táxis-robôs em São Francisco, Phoenix e Los Angeles equipados com sensores e software que controlam a direção. Embora seus carros não tenham contribuído para quaisquer acidentes fatais conhecidos, os reguladores dos EUA continuam investigando a sua condução por vezes errática.

Em meio aos pequenos acidentes provocados em São Francisco, o fato de os veículos autônomos não terem motorista tem gerado atos de vandalismo contra a crescente frota de táxis-robôs da Waymo.

Este mês, a empresa do Vale do Silício entrou com duas ações judiciais, exigindo indenizações por danos causados por supostos vândalos. Num deles, uma mulher, Ronaile Burton, foi acusada de cortar intencionalmente os pneus de 19 veículos Waymo – incluindo alguns que estavam ocupados por passageiros – ao longo de três dias no fim do mês passado em São Francisco.

A Tesla está sob escrutínio após um recall de 2 milhões de veículos nos EUA devido a preocupações com a função de piloto automático de seus modelos elétricos, que não são autônomos. O piloto automático foi criado para ajudar o motorista em manobras como direção e aceleração.

A falha levantou dúvidas sobre os avanços da Tesla no segmento de carros autônomos. Desde 2020, o CEO da companhia, Elon Musk, vem prometendo lançar táxis-robôs, mas os anúncios acabam sendo adiados. No início deste ano, Musk prometeu apresentar o robo-táxi da Tesla em 8 de agosto, mas sinalizou, na semana passada, que a montadora levaria mais tempo para incorporar uma mudança de design.

Os testes com o mais recente modelo de veículo autônomo desenvolvido pela montadora – a nova versão Beta 12.4 do FSD (Full Self-Driving, “Direção Totalmente Autônoma”, em português) – apresentou avanços, mas expôs uma folha constrangedora: o software baseado em câmera nem sempre consegue evitar o veículo autônomo de trafegar na contramão.



Fonte: Neofeed

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Wiz “esnoba” oferta de US$ 23 bilhões de dona do Google

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Tempo de Leitura:2 Minuto, 29 Segundo


Recusar uma oferta de compra de US$ 23 bilhões proveniente da Alphabet, controladora do Google, não é das decisões mais fáceis de se tomar. Mas foi isso o que a startup de cibersegurança nova-iorquina Wiz fez.

Do lado do Google, a aquisição seria a maior de sua história e deveria complementar sua oferta de segurança, em uma longa tentativa de alcançar a Microsoft e a Amazon no concorrido mercado de serviços em nuvem. Nesse cenário, a Wiz se uniria a Mandiant, que foi adquirida pela Alphabet há dois anos por US$ 5,4 bilhões, como um reforço nesta vertente.

A oferta que o Google fez à Wiz quase dobrou a avaliação da última rodada de captação da startup, que havia elevado o seu valuation para US$ 12 bilhões. Em maio, a companhia atraiu investidores como Andreessen Horowitz, Lightspeed Venture Partners e Thrive Capital e levantou US$ 1 bilhão.

Porém, a startup, que escaneia dados guardados nos sistemas de armazenamento, buscando e removendo riscos à segurança dessas informações, achou que poderia valer mais se seguisse por outro caminho, o do IPO.

“Recusar ofertas tão significativas é difícil, mas com nossa equipe excepcional, sinto confiança ao fazer essa escolha”, disse Assaf Rappaport, CEO da Wiz, em um memorando acessado pela Bloomberg News.

Além de mirar um valuation “melhor”, a companhia mostrou preocupações com um possível processo regulatório de aprovação demorado. A falta de acordo sobre a permanência da Wiz como uma unidade separada dentro do Google ou integrada ao seu negócio de nuvem também foi um problema, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg e pelo The Wall Street Journal.

O empreendedor ainda afirmou que os próximos passos da empresa são alcançar US$ 1 bilhão em receita no próximo ano e então abrir seu capital na bolsa de valores. A startup teria atingido uma receita de US$ 500 milhões em 2023.

“A validação vista após a notícia chegar ao mercado apenas reforça nosso objetivo de criar uma plataforma que tanto equipes de segurança quanto de desenvolvimento amam”, disse o CEO da Wiz no memorando.

Fundada em 2020, a Wiz levou pouco tempo para se tornar uma das empresas mais promissoras no segmento de segurança para computação em nuvem. Na visão de especialistas e investidores, o crescimento acelerado da companhia se deve ao nicho escolhido, que ainda é pouco explorado e conta com uma base de clientes afortunados.

Esta é a segunda aquisição frustrada da Alphabet em menos de seis meses. No início deste ano, o Google estava examinando a compra da empresa de software HubSpot, avaliada em cerca de US$ 25 bilhões. Diferentemente da história com a Wiz, o Google tomou a decisão de não seguir com o negócio, devido a preocupações regulatórias.

Apesar dos acordos não concluídos, a empresa está mostrando sinais de crescimento de sua unidade de nuvem e reportou lucro no segmento pela primeira vez em 2023. E parece que a compra da Mandiant ajudou a chegar nesses números.



Fonte: Neofeed

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