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Vectis Partners compra o controle de fintech de benefícios

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Vectis Partners compra o controle de fintech de benefícios
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Logo após a venda da Vitreo para o BTG Pactual, em maio de 2021, os sócios da Vectis Partners iniciaram a busca por um novo projeto em que pudessem não apenas investir, mas também participar ativamente da gestão. Agora, após uma saga de pouco mais de três anos, essa procura acabou.

Comandada pelos “veteranos” do mercado financeiro Patrick O’Grady, Ilana Bobrow, Paulo Lemann e Alexandre Aoude, a Vectis está assumindo o controle da ben.up, fintech de benefícios criada nos corredores da HR Tech brasileira LG Lugar de Gente.

Na transação, cujos termos financeiros e de participação não foram revelados, a LG vai manter uma fatia minoritária na startup. Em linha com a tese da Vectis de botar a “mão na massa”, Patrick O’Grady e Ilana Bobrow passarão a atuar como CEO e diretora B2C da operação.

“Conversamos com muitos potenciais parceiros desde que entregamos as chaves do cofre da Vitreo para o BTG”, diz O’Grady, ao NeoFeed. “E nenhum fez brilhar tanto os nossos olhos quanto a LG, a partir dessa oportunidade da ben.up. Foi o casamento perfeito.”

As duas partes já eram velhas conhecidas antes de firmar esse compromisso. Para chegar a essa conexão, vale entender o modelo de atuação da Vectis, que se divide em três frentes. A primeira, de fundos imobiliários, Fiagros e FIDCs, com R$ 2,2 bilhões de ativos sob gestão.

A segunda envolve a estruturação de club deals e já acumula um histórico de R$ 1,4 bilhão em transações. O terceiro é o braço de investimentos, com um portfólio que inclui a corretora Avenue Securities e a AAWZ, plataforma de serviços para agentes autônomos.

É nessa última vertical que se encaixa a LG. Em 2022, quando a gestora americana H.I.G. Capital assumiu o controle da empresa, a Vectis Partners e a HIX Capital também embarcaram na base de acionistas da companhia.

Desde então, a LG combinou iniciativas orgânicas, parcerias e M&As para acelerar a consolidação de uma plataforma de software voltada às áreas de RH. Hoje, a empresa tem 36 módulos que cobrem rotinas como recrutamento, folha de pagamento, gestão de cargos e ponto eletrônico.

Um dos frutos dessa estratégia, a ben.up nasceu em setembro de 2021, a partir de uma joint venture com a Wiz. Em novembro do ano passado, porém, o acordo foi desfeito, o que fez com que a LG também passasse a buscar um novo parceiro.

“A Wiz passou por uma mudança de gestão e entendemos que a ben.up era um projeto pequeno para eles, enquanto, para nós, era algo muito importante”, afirma Felipe Azevedo, CEO da LG Lugar de Gente. “Além da proximidade, a Vectis traz um capital intelectual que provavelmente não conseguiríamos contratar.”

Cereja do bolo

A dupla da Vectis comandará um time que conta com 20 funcionários. Até o fim do ano, o plano é chegar a 70 profissionais. Como parte do spin-off da operação da estrutura da LG, as equipes de tecnologia e da área comercial serão as mais reforçadas.

Com um modelo B2B2C, a ben.up já atende mais de 200 mil funcionários de empresas como Ambev, Grupo Positivo e Grupo Saga. A empresa atua como um canal intermediário que conecta ofertas de parceiros aos departamentos de RH das companhias.

Para as empresas, a startup centraliza a gestão de todos os benefícios concedidos aos funcionários. Para esses usuários, ela oferece desde empréstimos, com parceiros como Creditas e Neon, até opções como a TotalPass, plataforma de bem-estar, e a Petlove, de produtos e serviços para pets.

“Para nós, essa foi a cereja do bolo”, afirma O’Grady. “A ben.up não é um Powerpoint, não é uma ideia no papel. É uma operação que já veio com uma excelente prova de conceito de pouco mais de dois anos. Isso nos permite chegar já acelerando na curva.”

Ilana Bobrow acrescenta: “E temos muita complementaridade e sinergias”, diz. “A Vectis, com o conhecimento no B2C e em produtos financeiros. E a LG, com a experiência no mundo B2B e de ofertas para o RH.”

Para crescer o bolo da ben.up, a nova gestão vai reforçar essa pegada mais abrangente – das companhias aos seus funcionários. Com a meta de chegar a 5 milhões de usuários em cinco anos, a prioridade inicial será ganhar escala a partir do foco em grandes empresas.

Nessa direção, boa parte dos esforços estará concentrada no avanço na carteira da LG. A empresa atende mais de dois mil clientes, que somam mais de 2,3 milhões de funcionários. “Desse total, cerca de 1,8 milhão de usuários são de empresas com mais de mil funcionários”, diz Azevedo, da LG.

Em paralelo, a ideia é reforçar a automatização da gestão dos benefícios para as empresas e as ofertas personalizadas para os usuários. Além de aproveitar a bagagem dos novos sócios para avançar na oferta de produtos e serviços financeiros.

Nessa área, um dos principais rivais que a ben.up terá pela frente é também um conhecido da LG: a Totvs, que tem ampliado sua atuação junto aos departamentos de RH, principalmente via M&As. Em dezembro, por exemplo, a empresa desembolsou R$ 380 milhões na compra da Ahgora.

Na ben.up, o novo pacote deve incluir mais opções e modalidades de crédito, além de produtos e serviços nas áreas de seguros e consultoria de investimentos. Nessa última frente, está no radar uma oferta centrada em executivos C-Level das empresas clientes.

O portfólio mais amplo não irá abranger, porém, a categoria de benefícios ligada ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), um mercado ainda dominado por gigantes como Ticket, Sodexo e Alelo, mas que está passando por uma série de transformações.

“Esse é um tema que estamos tratando diretamente na LG e o plano é ter algum parceiro para operar nesse mercado”, diz Azevedo. “A Vectis é um primeiro deal em negócios adjacentes. Devemos anunciar, em breve, outros dois acordos nesses moldes em outras linhas.”





Fonte: Neofeed

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Ex-profissionais de BTG, Credit Suisse, Porto Seguro e XP se unem em nova assessoria em busca de R$ 1,5 bi

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Ex-profissionais de BTG, Credit Suisse, Porto Seguro e XP se unem em nova assessoria em busca de R$ 1,5 bi
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Nos últimos 10 anos, o mercado de assessoria de investimentos viveu um boom. Diversos executivos de grandes bancos apostaram em uma carreira empreendedora para fundar o seu próprio business e surfar a onda de desbancarização no Brasil.

Apesar da desaceleração e recente consolidação dessa indústria, novos players ainda apostam nessa tese. É o caso da Astra Capital, nova assessoria de investimentos plugada ao BTG Pactual, que acaba de ser lançada.

Ela é composta por um time de executivos com larga experiência no setor. A CEO e fundadora Thaissa Braz tem 17 anos de experiência em wealth management, que inclui uma vivência de sete anos em Zurique, na Suíça, pelo Credit Suisse, e também passagens pelos private banks do Banco Safra e da XP.

O time de sócios fundadores é composto por mais quatro profissionais. Andreas Serpa passou pela tesouraria do Safra e foi estrategista e head de produtos na XP. Gabriel Godeghesi é ex-BTG Pactual; Arthur Costa, ex-XP Private; e Victor Souza, ex-Porto Seguro Corporate.

“Ao contrário do que muitos pensam, que é um mercado já saturado, ainda há muito espaço no mercado de assessoria. Além de toda a consolidação que vai seguir acontecendo entre os players, ainda observamos uma fatia muito grande dos investidores nos grandes bancos, que deve sair. Brinco com os meus sócios que vamos olhar para trás em 10 anos e vamos pensar: em 2024 ainda era tudo mato”, diz Thaissa, ao NeoFeed.

Neste momento, a equipe é composta por oito pessoas. Com o relacionamento dos sócios e bankers, a Astra pretende tombar uma carteira de cerca de R$ 500 milhões até o fim deste ano. A meta é chegar a R$ 1,5 bilhão até o fim de 2025, com a contratação de mais gente no time comercial.

A proposta é dar um atendimento mais private aos clientes, tanto para pessoas físicas como jurídicas, com uma abordagem personalizada e diversificada na gestão de investimentos, incluindo planejamento financeiro e consultoria de seguros. O público-alvo são clientes com pelo menos R$ 1 milhão em liquidez, mas também há uma mesa digital para tíquetes menores.

A Astra Capital acredita que o mercado de assessoria deve passar por uma grande transformação a partir de novembro com a entrada em vigor de regras de transparência da CVM, que vão mostrar o diferencial de trabalho de assessores mais qualificados e que têm de fato experiencia em wealth management, e não apenas na venda de produtos.

“Tenho certeza de que muitos clientes ficarão frustrados quando entenderem que seus assessores indicam produtos que não fazem sentido para a carteira, somente para o bolso dos próprios assessores. Acreditamos que isso será uma oportunidade, pois estaremos de braços abertos para receber esses clientes e fazer o correto para o patrimônio deles”, afirma Thaissa.



Fonte: Neofeed

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As “barbeiragens” dos carros sem motorista colocam o mercado em xeque

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A General Motors anunciou, nesta terça-feira, 23 de julho, que está adiando indefinidamente a produção de seu veículo autônomo Origin, que vinha sendo utilizado como táxis-robôs pela unidade Cruise da fabricante americana.

O anúncio não surpreendeu, pois a empresa já havia interrompido temporariamente a produção do Origin em novembro, para investigar um acidente ocorrido em São Francisco, no qual um pedestre foi arrastado por seis metros por um táxi-robô depois de ter sido atropelado por outro veículo.

A montadora anunciou que a unidade Cruise vai se concentrar agora nos testes de táxis-robôs produzidos a partir de uma a nova geração do Chevrolet Bolt – marca que havia sido descontinuada, mas que a Cruise tem usado há vários anos para o desenvolvimento de veículos autônomos.

A CEO da GM, Mary Barra, que preside o conselho da Cruise, disse em uma carta aos acionistas que a mudança reduzirá os custos da unidade e “abordará a incerteza regulatória” em torno da falta de controles manuais dos veículos, como volante ou pedais.

Uma investigação terceirizada sobre o incidente de outubro do ano passado descobriu que questões culturais, inépcia e má liderança alimentaram descuidos que levaram ao acidente. O estudo também investigou as alegações de encobrimento por parte da liderança de Cruise, mas não foram encontradas provas que apoiassem essas alegações.

Desde então, a GM demitiu cerca de um quarto dos funcionários da Cruise, criou uma posição de diretor de segurança e trouxe novos executivos para comandar a divisão. Além disso, reiniciou os testes de táxis-robôs do Bolt em Dallas, Houston e Phoenix.

A Cruise, uma startup sediada em São Francisco adquirida pela GM em 2016, perdeu a licença dos reguladores da Califórnia para usar os táxis-robôs no estado. A CEO havia dito anteriormente que a Cruise poderia gerar US$ 50 bilhões em receita anual até 2030. A empresa, que recebeu participação minoritária da Honda, acumula prejuízos de mais de US$ 8 bilhões desde 2017.

Avanço lento

O anúncio da GM reforça a percepção do avanço lento no desenvolvimento de carros autônomos, que movimentaram US$ 1 trilhão de investimentos, com resultados ainda insatisfatórios.

Após testes bem-sucedidos em 2019 e entrada em operação em 2020, os veículos autônomos estavam sendo aclamados como o futuro dos transportes. Desde o ano passado, acidentes, ações judiciais, demissões, falhas de software, carros parados nas estradas e um fluxo constante de más relações públicas afetaram o segmento.

A força motriz por trás dos veículos autônomos é a inteligência artificial (IA), mas os algoritmos atuais carecem da compreensão e do raciocínio humanos necessários para o contexto durante a condução.

De acordo com especialistas, estes veículos devem ser capazes de raciocínio contrafactual – avaliando cenários hipotéticos e prevendo resultados potenciais. Boa parte dos acidentes expõe essa falha, principalmente em condições com iluminação variável (nem clara nem escura), no nascer ou no pôr do sol.

Hoje, as três empresas que disputam o mercado de veículos autônomos – Waymo, Cruise e Tesla – estão sob investigação por questões de segurança. Todas vêm enfrentando dificuldades que estão arranhando sua imagem.

A Waymo, empresa da holdig Alphabet, controladora do Google, opera um serviço de táxis-robôs em São Francisco, Phoenix e Los Angeles equipados com sensores e software que controlam a direção. Embora seus carros não tenham contribuído para quaisquer acidentes fatais conhecidos, os reguladores dos EUA continuam investigando a sua condução por vezes errática.

Em meio aos pequenos acidentes provocados em São Francisco, o fato de os veículos autônomos não terem motorista tem gerado atos de vandalismo contra a crescente frota de táxis-robôs da Waymo.

Este mês, a empresa do Vale do Silício entrou com duas ações judiciais, exigindo indenizações por danos causados por supostos vândalos. Num deles, uma mulher, Ronaile Burton, foi acusada de cortar intencionalmente os pneus de 19 veículos Waymo – incluindo alguns que estavam ocupados por passageiros – ao longo de três dias no fim do mês passado em São Francisco.

A Tesla está sob escrutínio após um recall de 2 milhões de veículos nos EUA devido a preocupações com a função de piloto automático de seus modelos elétricos, que não são autônomos. O piloto automático foi criado para ajudar o motorista em manobras como direção e aceleração.

A falha levantou dúvidas sobre os avanços da Tesla no segmento de carros autônomos. Desde 2020, o CEO da companhia, Elon Musk, vem prometendo lançar táxis-robôs, mas os anúncios acabam sendo adiados. No início deste ano, Musk prometeu apresentar o robo-táxi da Tesla em 8 de agosto, mas sinalizou, na semana passada, que a montadora levaria mais tempo para incorporar uma mudança de design.

Os testes com o mais recente modelo de veículo autônomo desenvolvido pela montadora – a nova versão Beta 12.4 do FSD (Full Self-Driving, “Direção Totalmente Autônoma”, em português) – apresentou avanços, mas expôs uma folha constrangedora: o software baseado em câmera nem sempre consegue evitar o veículo autônomo de trafegar na contramão.



Fonte: Neofeed

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Wiz “esnoba” oferta de US$ 23 bilhões de dona do Google

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Tempo de Leitura:2 Minuto, 29 Segundo


Recusar uma oferta de compra de US$ 23 bilhões proveniente da Alphabet, controladora do Google, não é das decisões mais fáceis de se tomar. Mas foi isso o que a startup de cibersegurança nova-iorquina Wiz fez.

Do lado do Google, a aquisição seria a maior de sua história e deveria complementar sua oferta de segurança, em uma longa tentativa de alcançar a Microsoft e a Amazon no concorrido mercado de serviços em nuvem. Nesse cenário, a Wiz se uniria a Mandiant, que foi adquirida pela Alphabet há dois anos por US$ 5,4 bilhões, como um reforço nesta vertente.

A oferta que o Google fez à Wiz quase dobrou a avaliação da última rodada de captação da startup, que havia elevado o seu valuation para US$ 12 bilhões. Em maio, a companhia atraiu investidores como Andreessen Horowitz, Lightspeed Venture Partners e Thrive Capital e levantou US$ 1 bilhão.

Porém, a startup, que escaneia dados guardados nos sistemas de armazenamento, buscando e removendo riscos à segurança dessas informações, achou que poderia valer mais se seguisse por outro caminho, o do IPO.

“Recusar ofertas tão significativas é difícil, mas com nossa equipe excepcional, sinto confiança ao fazer essa escolha”, disse Assaf Rappaport, CEO da Wiz, em um memorando acessado pela Bloomberg News.

Além de mirar um valuation “melhor”, a companhia mostrou preocupações com um possível processo regulatório de aprovação demorado. A falta de acordo sobre a permanência da Wiz como uma unidade separada dentro do Google ou integrada ao seu negócio de nuvem também foi um problema, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg e pelo The Wall Street Journal.

O empreendedor ainda afirmou que os próximos passos da empresa são alcançar US$ 1 bilhão em receita no próximo ano e então abrir seu capital na bolsa de valores. A startup teria atingido uma receita de US$ 500 milhões em 2023.

“A validação vista após a notícia chegar ao mercado apenas reforça nosso objetivo de criar uma plataforma que tanto equipes de segurança quanto de desenvolvimento amam”, disse o CEO da Wiz no memorando.

Fundada em 2020, a Wiz levou pouco tempo para se tornar uma das empresas mais promissoras no segmento de segurança para computação em nuvem. Na visão de especialistas e investidores, o crescimento acelerado da companhia se deve ao nicho escolhido, que ainda é pouco explorado e conta com uma base de clientes afortunados.

Esta é a segunda aquisição frustrada da Alphabet em menos de seis meses. No início deste ano, o Google estava examinando a compra da empresa de software HubSpot, avaliada em cerca de US$ 25 bilhões. Diferentemente da história com a Wiz, o Google tomou a decisão de não seguir com o negócio, devido a preocupações regulatórias.

Apesar dos acordos não concluídos, a empresa está mostrando sinais de crescimento de sua unidade de nuvem e reportou lucro no segmento pela primeira vez em 2023. E parece que a compra da Mandiant ajudou a chegar nesses números.



Fonte: Neofeed

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