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Café com Investidor #88 – Carlos Simonsen, cofundador da Upload Ventures

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Musk obtém uma (dupla) vitória e uma derrota

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O empresário Elon Musk, CEO da Tesla, obteve na quinta-feira, 13 de junho, uma vitória dupla na reunião anual dos acionistas da montadora americana de carros elétricos, mas teve de engolir uma péssima notícia, que acabou ofuscando a festa armada por seus apoiadores.

Como era esperado, Musk recebeu apoio da maioria dos acionistas para embolsar um pacote salarial de US$ 46 bilhões, além da transferência da sede da empresa do estado de Delaware, onde a Tesla desfrutava de incentivos fiscais, para o Texas.

A notícia ruim ficou por conta da decisão de parte dos acionistas da Tesla, incluindo um fundo de pensão, de processar Musk e os membros do conselho de administração da montadora pela decisão do empresário de iniciar a xAI, que eles dizem ser uma empresa concorrente de IA.

O processo é um dos desafios mais diretos à decisão de Musk de iniciar a xAI. Na ação, os acionistas estão pedindo ao tribunal que force Musk a abrir mão de sua participação na xAI e entregá-la à Tesla.

Musk vinha pressionando pela aprovação do pacote salarial. No início do ano, o CEO da montadora deu um ultimato aos investidores: atenderiam às suas demandas de compensação ou ele prometeu construir produtos de IA e robótica “fora da Tesla”.

Essas ameaças foram usadas pelos acionistas que entraram com a ação em Delaware, alegando que Musk pode desviar talentos e recursos da Tesla para a nova startup e, por isso, exigem indenização. Os membros do conselho foram incluídos na acusação por não fazer nada a respeito dessas sérias preocupações.

“A noção de que o CEO de uma grande empresa de capital aberto de Delaware poderia – com a aprovação evidente de seu conselho – iniciar uma empresa concorrente e depois desviar talentos e recursos de sua empresa para a startup é absurda”, diz a denúncia, que compara as ações de Musk a uma situação hipotética envolvendo o CEO da Coca-Cola abrindo uma empresa rival de refrigerantes e enviando ingredientes para ela.

Festa e constrangimento

Como tudo o que envolve Elon Musk, a reunião anual dos acionistas da Tesla transformou-se num espetáculo midiático, transmitido ao vivo e com a plateia vibrando após o anúncio do resultado das decisões dos acionistas e o discurso de Musk.

As ações da Tesla subiram 1% nas negociações após o expediente após a notícia da votação. Ao longo de 2024, porém, os papeis caíram cerca de 27% .

Ao falar no final da reunião, Musk se descreveu como “patologicamente otimista”. No início mostrou entusiasmo que costuma mostrar em público, mas depois demonstrou algum nervosismo.

“Se eu não estivesse otimista, isso não existiria, esta fábrica não existiria”, disse Musk sob aplausos. “Mas no final eu entrego. Isso é o que importa.”

Ao falar sobre as oportunidades de crescimento da empresa com veículos autônomos e robôs, afirmou: “Não estamos apenas abrindo um novo capítulo para a Tesla. Estamos começando um novo livro”, disse.

As duas decisões, sobre o pacote e a mudança para o Texas, embora esperadas, foram precedidas de muita expectativa e especulação ao longo do dia. Acionistas proeminentes, como o fundo soberano da Noruega e o Sistema de Aposentadoria dos Professores do Estado da Califórnia, anunciaram que votariam contra o pagamento antes da votação.

Musk já havia declarado vitória na véspera, postando na sua plataforma de mídia social X que os acionistas estavam votando para aprovar o pacote salarial por “amplas margens”. Com isso, o mercado abriu pela manhã com 4% de alta das ações da Tesla, refletindo um forte apoio de parte dos acionistas pela aprovação do pacote.

O acordo de pagamento está estruturado para entregar várias rodadas de opções de ações que permitirão a Musk comprar cerca de 304 milhões de ações da Tesla. Musk pode receber cada rodada de opções depois que a empresa atinge determinados metas – como quando a Tesla atingiu um valor de mercado de US$ 100 bilhões e, a cada marca, de US$ 50 bilhões além disso.

Atualmente, o valor de mercado da Tesla é de cerca de US$ 580 bilhões.

A votação sobre o pagamento de Musk decorre de uma decisão judicial de janeiro que anulou seu acordo salarial anterior, no valor de quase US$ 56 bilhões no início deste ano. Desde então, o valor diminuiu devido a uma queda no preço das ações da Tesla.

O pacote, aprovado em 2018 pelos acionistas da empresa, desencadeou uma ação judicial dos acionistas que acusou Musk e o conselho de administração da Tesla de violarem os seus deveres e enriquecerem injustamente o bilionário.

Um juiz de Delaware decidiu que Musk e sua empresa não conseguiram provar que o enorme pagamento era justo. A Tesla não paga um salário-base a Musk desde 2019, de acordo com os documentos regulatórios da empresa.

Em vez disso, a sua remuneração foi paga através de “prêmios de desempenho” de opções de ações que se baseiam no fato de a Tesla atingir determinadas metas, como a produção de veículos ou o aumento do valor de mercado da empresa.



Fonte: Neofeed

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CVC da Afya faz 3º aporte em startup que planeja ser o “sistema operacional dos médicos”

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CVC da Afya faz 3º aporte em startup que planeja ser o
Tempo de Leitura:4 Minuto, 24 Segundo


Foram 21 aquisições encampadas pela Afya desde julho de 2019, quando o grupo de educação médica captou o equivalente a R$ 1 bilhão em seu IPO na Nasdaq, em julho de 2019. À parte dessa “máquina” de M&As, outra veia inorgânica começa a ganhar corpo na empresa.

Estruturado há pouco mais de um ano, o corporate venture capital (CVC) da Afya acaba de assinar um cheque de R$ 2 milhões para a Caveo. Antecipado ao NeoFeed, o aporte integra a rodada de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) que está sendo captada pela startup de soluções contábeis para médicos.

“O modelo da Caveo casa muito bem com a nossa estratégia de apoiar o médico em toda a sua jornada”, diz Marcos Coelho, diretor de M&A e CVC da Afya, ao NeoFeed. “Ele precisa focar em cuidar das pessoas e não em ficar correndo atrás de abertura de CNPJ, emitir nota fiscal e recolher impostos.”

Esse é o terceiro investimento do CVC e acontece menos de um mês depois da participação na rodada de R$ 1,5 milhão da Wanda, plataforma de contratação de enfermeiros. A tese inclui fatias minoritárias e aportes de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões. E seu portfólio tem ainda a Lean, de gestão de dados de saúde.

Já no que diz respeito a Caveo, a rodada também conta com a participação de investidores como Guilherme Bonifácio, cofundador do iFood, e Alan Chusid, cofundador da Spin Pay, comprada pelo Nubank. Fundada em 2022, a startup havia captado até então R$ 6,5 milhões com um pool de médicos.

“Para nós, nesse arranjo, a Afya é ‘o’ investidor estratégico”, afirma Wilgo Cavalcante, cofundador e CEO da Caveo. “Eles têm relação com mais de 40% dos médicos do País e alcançam do aluno recém-formado ao médico já mais maduro. Nossa ideia é explorar da melhor forma possível esse ecossistema.”

Além de 32 faculdades, pós-graduação e educação continuada, a Afya tem diversas ferramentas digitais, fruto de M&As e com aplicações que vão além das salas de aula. Entre elas, a iClinic, de gestão de consultórios, e a White Book, plataforma de apoio à decisão clínica.

A princípio, a Caveo vai reforçar esse portfólio com uma plataforma que cobre e automatiza todas as rotinas contábeis dos médicos. Isso envolve desde a emissão de notas fiscais até relatórios por meio dos quais o profissional consegue controlar e gerenciar o que tem a receber de cada hospital que atende.

Com um modelo de software como serviço e clientes em 17 estados, a Caveo gera receita a partir de planos mensais de assinatura. O pacote inclui as opções de R$ 147, para quem fatura até R$ 3 mil; R$ 247, para receitas entre R$ 3 mil e R$ 7 mil; e R$ 397 para médicos que faturam mais de R$ 7 mil.

“Hoje, o Brasil tem 598 mil médicos e esse número vem crescendo exponencialmente. A Afya, por exemplo, forma 4,2 mil por ano”, diz Cavalcante. “Em 2022, o País formou 25 mil médicos e a projeção é de que essa base total chegue a 1 milhão de profissionais até 2032.”

Para começar a ganhar escala – a startup não revela sua base de usuários -, a Caveo vai se concentrar inicialmente nos médicos recém-formados pela Afya. E escolheu duas portas de entrada para se plugar nesse ecossistema: as faculdades, e, no digital, a White Book, plataforma com 160 mil usuários ativos.

Em paralelo, a startup vai aplicar parte dos recursos captados para acelerar uma outra plataforma que vem sendo desenvolvida pela empresa no último ano: sua vertical de produtos e serviços financeiros.

O braço de fintech vai começar a ser testado em um projeto-piloto com uma base de até 100 clientes, entre julho e agosto, e vai incluir, nessa largada, uma conta digital para automatizar duas transações: o pagamento de tributos e a transferência para a conta pessoa física do profissional.

Nesse intervalo, antes de começar a escalar essa oferta, a Caveo vai utilizar a infraestrutura de um parceiro, que está sendo selecionado, no modelo de banking as a service. Ao mesmo tempo, a empresa planeja ampliar seu recém-criado time de tecnologia de 6 para 16 profissionais até o fim do ano.

No cronograma estabelecido pela startup, a projeção é validar esse projeto até o fim de 2024. Cumprida essa fase, no médio prazo, os planos envolvem a entrada em produtos como antecipação de recebíveis, seguros e previdência.

“Nossa ideia é consolidar a Caveo como um sistema operacional financeiro completo para os médicos”, afirma Cavalcante. “Para isso, vamos precisar de mais recursos e, nessa direção, o plano e mirar uma rodada Série A no fim do ano.”

De rivais de nicho, regionais, até players com ofertas mais amplas, há outras startups com propostas similares na disputa por clientes e pelos cheques dos investidores. No primeiro caso, a ForDoctor, que atua nos mercados do Espírito Santo e Minas Gerais.

No segundo perfil, outro exemplo é a Amigo Tech. A startup tem um software de gestão de saúde que cobre desde o agendamento de consultas até a contabilidade dos médicos. E captou R$ 160 milhões em uma rodada com a gestora americana Riverwood Capital no início desse ano.





Fonte: Neofeed

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O que falta para o estrangeiro ficar confortável e investir no Brasil, na visão do CEO da TIM

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O que falta para o estrangeiro ficar confortável e investir no Brasil, na visão do CEO da TIM
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Com a relação entre governo federal e setor privado comprometida, uma crise provocada pela apresentação de projetos arrecadatórios que comprometem o planejamento financeiro das empresas, Alberto Griselli, CEO da TIM Brasil, defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe trabalhem para a estabilização do cenário e previsibilidade de modo a não perder investimentos.

Em meio à apresentação de projetos que mudam significativamente o planejamento tributário das companhias, como foi o caso da apresentação da polêmica Medida Provisória (MP) que altera regra do PIS/Cofins, o CEO da TIM Brasil disse que o governo precisa atuar de maneira consistente, a fim de criar um ambiente de negócios capaz de criar um ambiente de negócios favorável.

“Quando você tem uma estratégia, um rumo consistente, ainda que tenha que se adaptar às mudanças do mundo, mas consegue dar previsibilidade, o investidor fica bem mais confortável em investir no País”, disse Griselli na quinta-feira, 13 de junho, ao NeoFeed, antes de sua participação no FII Priority Summit, evento promovido pelo Future Investment Initiative Institute, entidade sem fins lucrativos do fundo soberano da Arábia Saudita, o PIF, no Rio de Janeiro.

Vendo o FII Summit como uma “vitrine para o Brasil” atrair investidores da Arábia Saudita e do mundo, capaz de ajudar a garantir investimentos no futuro, Griselli comparou com a experiência de atuar no setor privado, em que precisa deixar a estratégia clara para conseguir atrair acionistas.

“Somos uma empresa com um free float e quando nossos investidores entendem o que estamos fazendo, dá previsibilidade, eles vêm e investem em nós”, afirmou.

Apesar dos ruídos do momento, Griselli destacou as oportunidades que existem no País, como fica evidente com os investimentos estrangeiros diretos, com o Brasil sendo o segundo maior receptor de recursos no ano passado, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dentre as áreas com oportunidades, ele citou o caso de infraestrutura, como rodovias, portos e aeroportos, num momento em que essas áreas precisam se modernizar, expandir e digitalizar.

“O Brasil tem vários setores em que o investimento vai chegar”, afirmou. “Projetos estruturais, que não estão diretamente ligados ao nosso setor, por exemplo, apresentam oportunidades de negócios para diversas empresas, como a TIM Brasil.”

Destacando que a TIM atua no País há 25 anos, Griselli disse que “variações” na economia brasileira são bastante frequentes, para “o bom e para o menos bom”, sendo uma situação que a empresa aprendeu a lidar.

“Temos a vantagem de ser um setor resiliente, pois somos um serviço essencial para a vida das empresas e das pessoas, apesar de que um quadro de crescimento de demanda seja bom para todo mundo”, afirmou.

“Nós sabemos como lidar com situações de inflação muito alta no passado recente e parte dos nossos insumos são dolarizados, a gente sabe utilizar nossas alavancas para minimizar riscos”, complementou.

Mesmo com o cenário conturbado, Griselli destacou que os investimentos seguem em frente, em especial o 5G. O guidance da companhia aponta para um capex nominal de R$ 4,4 bilhões a R$ 4,6 bilhões neste ano, mesma faixa de valores prevista para ser investida por ano até 2026.

“Nossos investimentos no 5G estão firmes e fortes, está no nosso guidance, tudo está acontecendo conforme o planejado”, afirmou.





Fonte: Neofeed

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