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PIB, debate sobre inflação e “pressa” no Congresso encerram semestre

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O Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira, 4, e abre junho que deverá comportar intenso debate sobre inflação e esvaziamento político.

Na economia devem prevalecer, ao longo de junho, discussões sobre inflação e juro que será novamente avaliado pelo Banco Central do Brasil e Federal Reserve, respectivamente, em 18 e 19 de junho e 11 e 12 de junho. Portanto, sem “superquarta”, mas com decisões precedidas de um esperado corte de taxa pelo Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira, 6 de junho.

Na política, a expectativa é de cumprimento de uma agenda concentrada na regulamentação da Reforma Tributária no Congresso que está de olho nas eleições municipais, assim como o Executivo, e inclinado ao esvaziamento pelo retorno de parlamentares às suas bases para as festas juninas – uma tradição que antecede o recesso da Câmara e do Senado com início em 18 de julho.

O PIB do primeiro trimestre não deve surpreender, ante a prevalente expectativa de crescimento entre 0,6% e 0,8% na comparação com o último período de 2023. Mas analistas anteveem o risco de queda da atividade no segundo trimestre como efeito da crise climática no Sul. Expectativa oposta, de alta, fica para a inflação e pelo mesmo motivo.

Também pesará sobre a expansão do PIB mais adiante, a política monetária restritiva representada pela manutenção da Selic em 10,50% ou em leve queda a 10,25% até o fim do ano, como estimam bancos e consultorias.

A maioria dos analistas vê o placar dividido do último Copom e a deterioração das expectativas de inflação – turbinada inclusive pelo racha na decisão do colegiado – como justificativas para a interrupção imediata do processo de flexibilização até meados de 2025. Entretanto, em janeiro, o BC já estará sob novo comando. Mudança que, embora programada, também gera expectativas.

No cenário atual, a perspectiva de Selic estável ganha ibope junto ao mercado, mas não no governo, como condição para promover a convergência da inflação à meta de 3% em vigor este ano e, possivelmente, em 2025 e 2026. Com chance de ser estendida a 2027 – a depender do posicionamento do Conselho Monetário Nacional (CMN) que se reúne em 27 de junho para pensar o futuro.

Pelas regras que (ainda) orientam o regime de metas vigente no País desde 1999, em junho de cada ano, o CMN deve definir a meta de inflação de três anos à frente. Portanto, o próximo encontro mira o alvo de 2027.

Entretanto, o Conselho poderá ir além, inclusive em favor da melhora das tais expectativas, se estipular a meta de prazo mais longo e lançar o decreto presidencial que deverá formalizar a mudança no regime anunciada, há um ano, pelo ministro Fernando Haddad que lidera o CMN. Órgão composto pelos titulares dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Banco Central.

Meta contínua de inflação sem decreto?

Em junho de 2023, Haddad anunciou a adoção da meta contínua de inflação que deverá substituir, a partir de 2025, a meta calculada em ano-calendário e que prevê, portanto, seu alcance de janeiro a dezembro.

Na ocasião, o ministro sinalizou um horizonte ampliado para aferição do resultado, possivelmente, de 24 meses. Mas esclareceu que o “horizonte” deverá ser definido pelo BC.

E esse é um ponto a ser esclarecido pelo decreto da meta contínua em elaboração. Outro ponto que suscita questionamento refere-se à margem de tolerância da meta destinada a acomodar choques de preços. Intervalo que, hoje, é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos da meta central – continuará valendo?

A meta contínua de inflação, adotada pela maioria dos mais de 30 países que abraçaram o regime desde o início de sua adoção em 1990, tem a vantagem de ser perseguida com maior adequação do juro ao momento da economia.

Elevações extraordinárias de preços pela incidência de fatores temporários podem ser diluídas em períodos mais longos, o que tende a evitar altas mais intensas de juros pelos bancos centrais.

Institucionalmente, são eles os responsáveis por entregar ao governo e à sociedade a inflação na meta previamente estabelecida. E que funciona como instrumento de gestão de expectativas de agentes econômicos quanto à evolução dos preços na economia.

Neste momento, a discussão sobre o regime de metas é mais que oportuna, inclusive, ante a flagrante dificuldade enfrentada por bancos centrais do mundo inteiro de reverter processos inflacionários alimentados, sobretudo, pela ruptura de cadeias de suprimentos pós-pandemia, apesar do aumento dos juros aos maiores níveis em décadas nos EUA e Europa.

No mesmo dia da reunião do CMN, 27 de junho, o BC publicará o Relatório de Inflação do segundo trimestre. O documento nasceu com o regime de metas e é um dos mais relevantes da instituição que nele detalha informações que levaram às decisões mais recentes do Copom sobre a taxa básica.

O Relatório de Inflação, além de reunir dados e análises sobre inflação, atividade, crédito, cenário externo e contas públicas, atualiza projeções. Entre elas, a evolução do PIB. No documento do primeiro trimestre, o BC elevou a estimativa para o crescimento da economia de 2024, de 1,7% para 1,9%.

A julgar pela avaliação de Roberto Campos Neto em evento promovido pelo Lide em São Paulo na segunda-feira, 27 de maio, a projeção subirá um pouco mais. Segundo o chefe do BC, o crescimento no segundo trimestre está surpreendendo para cima, indicando “um custo baixo de desinflação no país”.



Fonte: Neofeed

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Efeito Ozempic: Novo Nordisk amplia dose de investimentos nos EUA

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Efeito Ozempic: Novo Nordisk amplia dose de investimentos nos EUA
Tempo de Leitura:3 Minuto, 26 Segundo


Lançado em 2017 e focado na diabetes, o Ozempic ganhou fama a partir de outra aplicação: o combate a obesidade. Na trilha dessa popularidade, a Novo Nordisk, sua fabricante, viu seu valor de mercado saltar de US$ 163 bilhões no fim de 2020 para o patamar atual de mais de US$ 600 bilhões.

Agora, a farmacêutica dinamarquesa está ampliando a aposta no que ficou conhecido como o “Efeito Ozempic” ao divulgar um aporte de US$ 4,1 bilhões para aumentar sua capacidade de produção nos Estados Unidos na área de tratamentos injetáveis para obesidade e outras doenças crônicas graves.

Com o anúncio feito nesta segunda-feira, 24 de junho, o grupo eleva o investimento total destinado à produção em 2024 para US$ 6,8 bilhões, o que representa um crescimento de 74,3% sobre os US$ 3,9 bilhões destinados a essa frente no ano passado.

A nova cifra divulgada hoje será aplicada na construção de uma segunda unidade de produção na cidade de Clayton, no estado da Carolina do Norte. O projeto tem previsão de conclusão entre 2027 e 2029, e marca um dos maiores investimentos industriais da história da Novo Nordisk, fundada em 1923.

“Levamos um século para alcançar 40 milhões de pacientes, mas através dessa expansão e do investimento contínuo na nossa produção global, estamos construindo a capacidade da Novo Nordisk para servir milhões de pessoas mais que vivem com doenças crônicas graves no futuro”, afirmou, em nota, Lars Fruergaard Jørgensen, CEO da Novo Nordisk.

Com 130 mil metros quadrados, a nova instalação vai duplicar o espaço ocupado pela empresa na Carolina do Norte, região que abrigou a primeira fábrica do grupo nos Estados Unidos. A unidade criará mil empregos adicionais, além dos cerca de 2,5 mil funcionários que já trabalham no local.

As outras duas unidades da Novo Nordisk em operação em Clayton já são destinadas à produção do princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy. O grupo tem uma terceira fábrica, em Durhanm, também na Carolina do Norte, responde pela fabricação de medicamentos orais, como Rybelsus.

O mapa de produção da companhia nos Estados Unidos inclui ainda uma unidade em West Lebanon, no estado de New Hampshire. No mundo, a empresa tem outras doze unidades de produção distribuídas na Dinamarca, Brasil, França, China, Japão, Argélia, Irã e Rússia.

“Esse novo investimento em grande escala confirma a importância contínua das nossas instalações de produção como pilares de crescimento da nossa empresa”, disse Henrik Wulff, vice-presidente de fornecimento de produtos, qualidade e TI da companhia.

Discurso à parte, o investimento é anunciado em um momento em que as doses iniciais de Wegovy, o outro medicamento de tratamento contra a obesidade da Novo Nordisk, estão em falta nos Estados Unidos em função da alta procura.

Em um indicador desse aumento da demanda, a empresa informou em nota enviada à rede americana CNBC que cerca de 35 mil pacientes iniciam o tratamento atualmente com o medicamento todas as semanas nos Estados Unidos, contra o volume de 27 mil registrado em maio.

As ações da Novo Nordisk encerraram o pregão de hoje na Bolsa de Nova York com ligeira alta de 0,23%. Em 2024, os papéis registram uma valorização de 37,5% e a empresa está avaliada em US$ 633,7 bilhões.

A Novo Nordisk não é, porém, a única empresa a surfar a onda provocada pelo “Efeito Ozempic” e a ampliar seus investimentos para acompanhar o aumento da procura por medicamentos do gênero. Uma das rivais que estão engrossando essa corrente é a americana Eli Lilly.

No fim de maio, a Eli Lilly anunciou um investimento de US$ 5,3 bilhões em sua fábrica no estado de Indiana para expandir a produção de medicamentos como Zepbound, para perda de peso, e Mounjaro, voltado ao tratamento de diabetes.

Com esse movimento, a empresa ampliou seu investimento total na fábrica em questão para US$ 9 bilhões. Na época do anúncio, a companhia, assim como a Novo Nordisk, também destacou que esse foi o segundo maior montante aplicado na área industrial em quase 150 anos de história da empresa.



Fonte: Neofeed

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Investida do Goldman Sachs, colombiana Simetrik quer transformar o Brasil em seu maior mercado

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Tempo de Leitura:2 Minuto, 17 Segundo


O Brasil virou prioridade para a Simetrik. A startup colombiana, que captou US$ 55 milhões em fevereiro deste ano em rodada de série B liderada pelo Goldman Sachs, entende que o país não apenas pode se tornar o principal mercado para a startup ainda neste ano, mas também representar quase metade da receita.

Depois de dobrar de tamanho nos últimos anos, a fintech agora projeta que poderá faturar entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões em 2025. “O Brasil é o principal motor de crescimento da nossa operação para os próximos dois anos”, afirma Alejandro Casas, cofundador e CEO da Simetrik, ao NeoFeed.

Para ganhar dinheiro, a startup fundada em 2019 por Casas e Santiago Gómez oferece uma plataforma que facilita processos contábeis dentro de empresas de comércio eletrônico, bancos e fintechs. Na prática, a Simetrik identifica inconsistências e anormalidades nos processos contábeis das companhias e gera relatórios diários para prevenir fraudes.

Se no começo do ano os ganhos da operação estavam mais divididos entre Colômbia, Argentina e Brasil, agora a companhia está olhando com mais atenção para o mercado brasileiro. Isso se deve graças ao peso que alguns dos clientes da startup possuem no Brasil, como Rappi, Nubank, Mercado Livre e Oxxo.

“Eu diria que fomos arrastados para o Brasil pelos clientes que conquistamos e que tinham operações no país”, afirma Casas. “Quando percebemos isso, vimos que era hora de elaborar uma estratégia para que este mercado puxasse o crescimento na América Latina.”

Casas diz que mais de 90% da receita do negócio é proveniente de grandes empresas, que possuem faturamento de mais de US$ 150 milhões. “Quanto maior a complexidade do negócio, melhor o nosso produto vai se encaixar”, afirma o empresário.

Além delas, a Simetrik vem experimentando uma operação focada em startups. “São empresas que já estão enfrentando dificuldades nesses processos, mesmo que ainda estejam neste estágio”, afirma. Entre as startups atendidas estão RecargaPay, Loggi, Kavak, entre outras. A expectativa é de que esta frente represente 15% do negócio nos próximos anos.

Para manter o ritmo de crescimento, a Simetrik está mirando a chegada em outros países – a startup já opera em 35 mercados. Nos últimos meses, a companhia passou a atender clientes da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos.

Essa ambição global começou a ser desenhada ainda em 2022, quando a companhia captou US$ 24 milhões em rodada de série A liderada pelo fundo americano Fintech Collective. As gestoras Tiger Global e Moore Capital também investiram no negócio. A brasileira monashees também é acionista.

A monashees, aliás, é investidora de uma empresa que pode ser vista como uma competidora da Simetrik: a ContaAzul. A fintech catarinense já levantou mais de US$ 37 milhões em aportes.





Fonte: Neofeed

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Em meio a “guerra” com varejistas asiáticas, Magazine Luiza faz acordo com AliExpress

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Nos últimos anos as varejistas brasileiras entraram em “guerra” com empresas asiáticas, como Shein, Shopee, Temu e AliExpress, por conta da questão do não pagamento de tributos e acusações de fraude e ilegalidade. A resposta dessas companhias é de que as companhias locais têm medo de competição.

Em meio a essa guerra, o Magazine Luiza decidiu mudar sua estratégia e adotou um tom de “coopetição”. A companhia comandada por Frederico Trajano anunciou um acordo de parceria com o Aliexpress, marketplace do grupo chinês Alibaba. As empresas vão vender itens uma da outra em suas respectivas plataformas.

O acordo estava sendo costurado desde o fim do ano passado e foi assinado nesta segunda-feira, 24 de junho, por Trajano, que está em Hangzhou, na China. A ideia é de que a operação cross border comece a funcionar na prática em algum momento do terceiro trimestre deste ano.

“O negócio foi evoluindo e acelerou bastante no último mês”, disse o CEO do Magazine Luiza, em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira. “Com a nova taxa, a gente ficou muito confortável de acelerar o deal e viemos para a China.”

Trajano não deu detalhes sobre essa “nova taxa”, mas o empresário pode estar se referindo ao imposto de importação para compras abaixo de US$ 50, que deve ser de 20%. O projeto já foi aprovado na Câmara e no Senado e aguarda sanção presidencial.

A parceria se restringe inicialmente aos produtos classificados como bens duráveis e de long tail. “Temos um share dominante em bens duráveis”, afirma Trajano. Segundo o empresário, cada empresa vai pagar um take rate para a outra em relação aos produtos vendidos. As alíquotas não foram reveladas.

“A parceria bate com o que a gente já tem feito, de acreditar no sortimento complementar”, diz Briza Bueno, diretora do Aliexpress para América Latina. A executiva cita itens como geladeira e outros bens duráveis mais pesados. “É uma categoria importante do Magalu e que o Aliexpress hoje não tem.”

O Magazine Luiza evitou divulgar metas de vendas dos produtos, mas Trajano informou que as duas plataformas têm no Brasil mais de 700 milhões de visitas por mês, além de 60 milhões de clientes ativos. “ Com sortimentos absolutamente complementares, a chance de conversão nos dois canais é muito alta”, diz o CEO.

Em um primeiro momento a parceria não envolve a operação logística, que vai continuar sendo tocada de forma independente pelos dois players. No longo prazo, Trajano disse que “tem uma grande possibilidade de conseguir reduzir o custo do Aliexpress”, mas que “esse não é o acordo atual”.

O mercado reagiu de forma positiva ao anúncio. As ações do Magalu dispararam na bolsa de valores brasileira e acumulavam alta de mais de 11% por volta das 11h desta segunda-feira. Em 2024, os papéis negociam em queda de 37% desde o começo do ano.

“A Luiza Trajano bateu, bateu nos chineses e acabaram fechando um acordo”, diz uma fonte do setor, que conhece a dinâmica de operação dos marketplaces chineses.

Há dois anos, durante a abertura do South Summit, Luiza Trajano, chairman do Magazine Luiza, disse que “não pagar imposto é o negócio da China” e cobrou isonomia entre as empresas brasileiras e as asiáticas. Frederico Trajano disse que nunca foi contra os marketplaces asiáticos e que a crítica que ele sempre fez foi em relação a falta de isonomia.

“Eu nunca critiquei os marketplaces asiáticos. Sempre fiz elogios à China e ao que eu aprendi com a China em evolução de negócios”, diz o CEO do Magazine Luiza. “Mas eu achava que faltava isonomia. Com essa taxa que foi aprovada agora, isso reduziu significativamente.”

O AliExpress é um dos pioneiros na venda de produtos cross border no mercado brasileiro. Sua operação hoje movimenta, segundo apurou o NeoFeed, cerca de R$ 5 bilhões anuais.

Mas foi ficando para trás em relação a Shopee, com quem concorre diretamente, e a Shein, que está em outro categoria de produtos. De acordo com um relatório do BTG Pactual, a Shopee movimentou R$ 20 bilhões no Brasil no ano passado. A Shein, R$ 15 bilhões.





Fonte: Neofeed

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