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Quinta maior em franquias, OdontoCompany vai testar unidades próprias

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Quinta maior em franquias, OdontoCompany vai testar unidades próprias
Tempo de Leitura:4 Minuto, 28 Segundo


O Grupo OdontoCompany está revendo o seu modelo de negócio e vai testar neste ano uma estratégia de operação com unidades próprias. É uma mudança relevante na operação que concentra mais de 2,8 mil unidades das marcas OdontoCompany, Orthodontic e Oral Sin. Todas são franqueadas.

Os testes devem começar no segundo semestre com a abertura de quatro novas clínicas da marca OdontoCompany. Os locais ainda estão sendo definidos, mas é certo que três lojas ficarão em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. O investimento em cada unidade ficará entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão.

“Quando a unidade é própria, a margem triplica”, afirma Paulo Zahr, fundador e CEO do Grupo OdontoCompany, em entrevista ao NeoFeed, que lembra que a companhia ganha 7% de royalties por cada unidade franqueada. “A grande vantagem disso é a possibilidade de absorver unidades que estão fechando.”

A companhia já vinha estudando o modelo de unidade própria há algum tempo. “As unidades ‘do Paulo’ sempre foram um piloto, mas agora queremos trazer isso perto da diretoria e para São Paulo”, afirma o fundador, que é proprietário de 40 unidades da OdontoCompany, todas fora de São Paulo.

A estratégia vem em um momento em que a empresa observa a desaceleração de seu modelo de franquias. De acordo com o CEO da OdontoCompany, foram 140 unidades fechadas no ano passado – número que estava dentro do previsto de 6% do total.

O problema é que o ritmo de aberturas diminuiu. Foram apenas 256 novas lojas inauguradas em 2023. A previsão da OdontoCompany era abrir cerca de 400 clínicas no ano passado. “O número de franqueados caiu muito”, afirma Zahr. “O empreendedor vê a taxa de juros e decide não arriscar.”

Essa redução no número de lojas não impediu a companhia de crescer 11% no ano passado. O sell out ficou em R$ 4,5 bilhões. A receita do negócio é de aproximadamente 7% desse número, o que significa que o faturamento girou em torno de R$ 315 milhões em 2023. A expectativa é aumentar o sell out para R$ 5 bilhões neste ano.

Zahr não revela o lucro da operação, mas diz que a margem Ebitda fica em torno de 65%. “A margem trafegava em mais de 74%, mas dimensionamos o atendimento ao franqueado e abrimos contratações”, diz Zahr. O empresário conta que foram mais de 90 contratações feitas somente na OdontoCompany.

Aumentar a receita e o lucro envolve não apenas colocar novas unidades em operação, mas também controlar o fechamento das lojas. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a OdontoCompany terminou o ano passado com 1.899 unidades em funcionamento, 5,2% a menos do que em 2022.

A marca é a quinta maior em número de franquias do País. Fica atrás somente de Cacau Show (4.216 unidades), O Boticário (3.689 unidades), McDonald’s (2.662 unidades) e Ortobom (2.380 unidades) – todas registraram aumento no número de unidades, segundo dados da ABF.

A diferença para os números apresentados pelo Grupo é que a ABF não considera as unidades das marcas Oral Sin (para implantes) e Orthodontic (voltada para tratamento ortodôntico). Juntas, as operações que foram adquiridas em 2021 e 2022, respectivamente, somam cerca de 900 clínicas espalhadas pelo Brasil.

Em relação ao setor, o relatório da ABF aponta que o faturamento das franquias no Brasil somou R$ 240,6 bilhões no ano passado, alta de 13,8% na comparação com 2022. Já o número de unidades aumentou 17,3% no período.

Grande número de empreendedores

O que explica, então, a queda no número de franqueados da OdontoCompany? Um argumento é o desânimo dos empreendedores com o setor. No ano passado, um estudo do Ministério da Saúde realizado com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que menos da metade dos brasileiros vai ao dentista ao menos uma vez por ano.

Esse número pode ser ainda menor de acordo com a classe social. Vale lembrar que a OdontoCompany foca em um público de classes D e C. Para piorar, a disputa por esses pacientes é acirrada. O Brasil é o país que concentra o maior número de dentistas no mundo. São mais de 415 mil profissionais e 78 mil clínicas em funcionamento, segundo dados do Conselho Federal de Odontologia.

Outra questão a ser considerada é o número de franqueados que a OdontoCompany possui. Ao contrário de grandes redes em que as unidades são concentradas na mão de poucos franqueados, a empresa de odontologia possui uma operação mais pulverizada – são mais de 1,8 mil franqueados únicos.

Lidar com um número tão grande de empreendedores se torna um desafio para o Grupo. “Como você reúne os franqueados?”, pergunta Zahr, que também lembra que a maior parte dos donos das lojas são micro e pequenos empresários.

Repasse de ações

Avaliada em mais de R$ 3 bilhões, a OdontoCompany passa por um momento de mudanças internas em seu corpo de acionistas. No ano passado, o jornal Valor Econômico noticiou que a gestora L Catterton estava procurando uma saída do negócio. O NeoFeed confirmou a informação com fontes a par das negociações.

A gestora ainda não encontrou um comprador para a sua posição de cerca de 30% do negócio. O restante das ações está dividido entre Paulo Zahr e o Grupo SMZTO, do empresário José Carlos Semenzato.





Fonte: Neofeed

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Fenômeno cultural no Japão, Ultraman busca expandir seu alcance no mundo

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Fenômeno cultural no Japão, Ultraman busca expandir seu alcance no mundo
Tempo de Leitura:4 Minuto, 32 Segundo


Fenômeno da cultura pop japonesa e uma das franquia de filmes e de séries de TV mais duradouras do mundo, Ultraman chega ao seu 45º longa-metragem, sempre a postos para defender a Terra de invasores.

Concebido em animação, Ultraman: A Ascensão, recém-chegado ao catálogo da Netflix, marca uma estratégia mais agressiva, no sentido de aumentar ainda mais o alcance global do personagem.

Desta vez, tanto a Netflix quanto a Industrial Light & Magic (ILM), o braço de efeitos visuais, de animação e de produção virtual da Lucasfilm, se uniram à empresa japonesa Tsuburaya Productions, onde Ultraman nasceu.

Tudo para criar uma história mais abrangente para o super-herói gigante prateado, nascido como a fusão entre uma força alienígena e um humano.

Com o respaldo do gigante do streaming, que é a Netflix, e com uma abordagem voltada à toda a família, a ideia é expandir a base de fãs de Ultraman.

Eles são geralmente crianças ou os adultos nostálgicos que cresceram assistindo à série de TV original, onde os cenários eram miniaturas (geralmente da cidade de Tóquio), para que os heróis e os monstros (interpretados por atores fantasiados com roupas de borracha) parecessem gigantescos.

Desde que foi criado, em 1966, pelo diretor de efeitos especiais Eiji Tsuburaya (cocriador de Godzilla), o herói já conquistou mais de cem países.

Ainda emprestou a marca a mais de 3 mil produtos, incluindo brinquedos, relógios, canetas, bolsas e calçados, o que lhe garante globalmente cerca de US$ 50 milhões em receitas de licenciamentos.

Ultraman também entrou para o Guinness World Records. Na categoria de seriado de televisão, a franquia figura como o título com o maior número de spin-offs de todos os tempos.

O termo é usado na indústria do entretenimento para descrever obras que representam desdobramentos de um programa anterior, geralmente detalhando um personagem ou explorando outro aspecto da história.

Da série original, exibida de julho de 1966 a abril de 1967, até o último programa inspirado no personagem, Ultraman X, visto pela primeira vez em julho de 2015, foram 33 produções derivadas. Entre elas, Ultraseven, Ultraman Leo e Ultraman 80, que apresentaram ligeiras variações narrativas, sobretudo sobre a origem e a transformação do herói.

Paternidade repentina

No novo Ultraman: A Ascensão, Tóquio é, mais uma vez, ameaçada por monstros, respeitando a tradição desse tipo de ficção científica japonesa, chamada de kaiju (algo como “besta estranha”).

O astro do beisebol Ken Sato (com voz de Christopher Sean) deixa Los Angeles, onde conquistou fama no esporte, para assumir no Japão a identidade de Ultraman, herdada do pai, que está se aposentando.

O personagem só não imagina que, além de defender o planeta de todo tipo de aberração, terá de cuidar de um bebê kaiju com mais de 10 metros de altura, que nasce diante de seus olhos.

E é a ligação afetiva com o monstro mirim que amplia o leque narrativo de Ultraman, apresentando uma história em que o homem por trás do herói terá de conciliar a missão de salvar o mundo, com a carreira no beisebol e com a paternidade repentina – o que torna a jornada do herói muito mais universal.

No novo filme, a Netflix e a Industrial Light & Magic (ILM), braço de efeitos visuais, de animação e de produção virtual da Lucasfilm, se uniram à empresa japonesa Tsuburaya Productions, onde Ultraman nasceu (Crédito: Netflix)

“Assim que eu apresentei a ideia à Tsuburaya, eles perceberam que eu era um fã de Ultraman e que respeitaria o personagem”, contou o roteirista e diretor Shannon Tindle (Crédito: Reprodução ultra.fandom.com)

O criador de Ultraman, o diretor de efeitos especiais pelo diretor de efeitos especiais Eiji Tsuburaya (1901-1970) foi também cocriador de Godzilla (Crédito: Reprodução tsuburaya-prod.com)

O personagem movimenta globalmente US$ 50 milhões em licenciamentos (Crédito: Reprodução imdb.com)

Esta é a segunda parceria da Netflix com a Tsuburaya Productions, depois da série de animê Ultraman, que estreou em 2019 e atualmente está na terceira temporada.

Por seguir justamente a tradição do animê, um estilo de animação japonês caracterizado por personagens com olhos grandes e expressivos, o título se manteve nesse nicho – diferentemente de Ultraman: A Ascensão.

A última empreitada da marca não só é voltada ao público de todas as idades como apresenta uma linguagem visual de apelo mais amplo assinada pela ILM, transitando entre a estilização e o realismo.

Embora a inspiração ainda seja o animê japonês, o longa deixa Ultraman com uma imagem muito mais arrojada e exuberante, embora ele continue autêntico, usando o traje nas cores clássicas (vermelho e prata) e a máscara com traços humanos.

“Assim que eu apresentei a ideia à Tsuburaya, eles perceberam que eu era um fã de Ultraman e que respeitaria o personagem. E o que também facilitou foi o fato de Ultraman ter, a cada nova produção, uma versão diferente”, contou Shannon Tindle, roteirista e diretor do novo filme, em painel virtual do qual o NeoFeed participou.

A equipe de Ultraman: A Ascensão trabalhou em estreita parceria com a empresa japonesa, em especial com Onda-san, um dos diretores criativos da Tsuburaya.

“Ele é uma espécie de guardião de toda a tradição do Ultraman, quem nos dizia até onde poderíamos ir”, disse Tindle, que escolheu uma maneira espirituosa de homenagenar Onda-san na trama. Ele deu seu nome ao vilão, o líder da Força de Defesa Kaiju que busca vingança, batizando-o de Dr. Onda.





Fonte: Neofeed

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Quem é Marcio Silva, o “globetrotter dos drinques”

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Quem é Marcio Silva, o
Tempo de Leitura:5 Minuto, 36 Segundo


É possível preparar um bom Negroni em menos de 1 minuto. Se o preparo estiver a cargo de um dos maiores bartenders do mundo, porém, tudo pode ficar um pouco mais rebuscado — e um tantinho mais demorado. O Kakau, versão do clássico italiano criada por Márcio Silva, leva quase 26 horas para ficar pronto.

Começa com a elaboração de um Negroni e de um Boulevardier, drinque de origem americana, que usa bourbon no lugar do gim. Incrementados com chocolate 70% de teor de cacau, cada um é despejado, separadamente, em um recipiente fechado a vácuo. Em seguida, são cozidos a 60°C, por uma hora, pelo método sous vide.

Depois, tanto o Negroni quanto o Boulevardier são submetidos a um choque térmico e levados ao freezer, onde descansam por 24 horas. Está achando que acabou? Não, não.

Antes de misturá-los, os preparos passam por filtros de celulose. Um pouco de chá de rooibos e bitter de laranja e o Kakau está pronto. Chega ao cliente com gelo especial, uma fatia de laranja e um pedaço de chocolate.

A R$ 53, o drinque é uma das estrelas do Exímia, o novo bar de Silva, recém-inaugurado em São Paulo. Obviamente ninguém precisa esperar 26 horas para apreciá-lo. O coquetel fica praticamente pronto, sendo finalizado apenas no momento do pedido.

Invencionices etílicas, como o Kakau, fazem de Silva o bartender mais influente do Brasil.

Aos 47 anos, nascido na cidade paranaense de Assis Chateaubriand, mas criado na capital paulista, ele é um dos grandes responsáveis por colocar o Brasil no mapa da alta coquetelaria global.

Há cinco anos, consecutivamente, figura como o único bartender brasileiro no Bar World 100, o ranking das cem pessoas mais influentes da indústria mundial de bares, elaborado pela Drinks International.

Uma das passagens mais emblemáticas da carreira de Silva aconteceu em 2009, com a inauguração do SubAstor, em São Paulo. Ele ajudou a CiaTC, dona do Pirajá e da Bráz, entre outras redes, a criar aquele que se transformaria em um dos marcos da coquetelaria nacional.

Joelho machucado

E pensar que tudo começou por acaso. Integrante da Seleção Brasileira Juvenil de taekwondo, aos 17 anos, ele se mudou para Londres, para se aprimorar como atleta. Pouco depois de um ano, no entanto, o jovem machucou o joelho e teve de abandonar o esporte — por um bom tempo, pelo menos.

Para sobreviver na Inglaterra, Silva foi trabalhar em pubs. Daí para se apaixonar pela coquetelaria e dar adeus aos tatames foi um pulo.

Dizer que Silva é mais conhecido no circuito internacional do que no brasileiro não é exagero. De seus 27 anos de profissão, 17 foram vividos fora, entre Londres e Marbella, na Espanha.

Criado por Silva para o novo endereço, o Ameríndio é um drinque gaseificado, elaborado com bourbon, rum com masala brasileiro, mix de bitters, gengibre e demerara. (Crédito: Divulgação/Exímia Bar)

O Exímia é o segundo bar do qual Silva entra como sócio. Da nova empreitada participam também os irmãos Nicholas e Gabriel Fullen e a chef Manu Buffara (Crédito: Divulgação/Exímia Bar)

O Hot Cavaquinha, de “pão delícia”, tipicamente baiano, recheado com cavaquinha na brasa, creme de limão e pimenta-de-cheiro, já nasceu um clássico (Crédito: Divulgação/Exímia Bar)

No exterior, aos poucos, ele foi deixando a vida atrás dos balcões e se transformou em uma espécie de “globetrotter dos drinques”. Correu o mundo prestando consultoria  e trabalhando para a indústria de bebidas. Ao todo, foram 88 países abrindo bares e treinando gente.

“Eu sou um bartender e me apresento dessa forma, mas não trabalho mais diretamente no bar”, explica Silva ao NeoFeed. “Minha função é garantir a qualidade do que é servido, cuidando até da música.”

Sua inventividade, por exemplo, ajudou o Guilhotina, em São Paulo, a conquistar a 15ª posição no ranking The World’s Best Bars em 2019, três anos apenas depois da abertura da casa. Uma das estrelas do endereço era o Maldade Pouca É Bobagem, à base de rum, com especiarias, bourbon e club soda.

Por desavenças com os outros sócios, Silva deu adeus ao endereço, o único de que foi dono antes do Exímia. Badaladíssimo, o bar ficou com Marcello Nazareth e Rafael Berçot. “Passamos a divergir sobre tudo”, lembra ele.

Uma saída alternativa, na visão do bartender, seria ele comprar o Guilhotina. Mas Silva preferiu fazer o que sempre fez com maestria: zanzar pelo mundo, criando drinques.

Chef premiada

Em 2020, quando a Covid-19 trancou todo mundo em casa, Silva estava no Brasil. E experimentando um ofício novo, o de apresentador. Durante três anos, comandou o programa Bar Aberto, reality para bartenders amadores, patrocinado pela gigante de bebidas Pernod Ricard.

Há três anos, ele se aproximou dos irmãos Nicholas e Gabriel Fullen, empresários da gastronomia, donos do Grupo Locale. A dupla havia aberto, em 2020, o Locale Caffè e convidou Silva para atuar como consultor do endereço.

Mais recentemente, o bartender se juntou a eles como sócio do Exímia, do qual a chef curitibana Manu Buffara também é dona — o principal restaurante dela, o Manu, na capital paranaense, figura em 35° lugar na última edição dos 50 melhores da América Latina.

No novo endereço, ela serve aperitivos, como patê o de fígado de galinha com pão de fermentação natural e azeite picante de amendoim; pratos, como o fettuccine com molho bisque de camarão; e sanduíches nada óbvios, como o ManuZITA, que combina peixe frito, abacate, cebola roxa e vinagrete de iogurte com pepino azedo e dill.

O Hot Cavaquinha, de “pão delícia”, tipicamente baiano, recheado com cavaquinha na brasa, creme de limão e pimenta-de-cheiro, já nasceu um clássico.

Pro Brasilia fiant eximia

No terceiro andar do Exímia fica o “laboratório” de Silva. Foi onde ele criou, por exemplo, o Ameríndio, um drinque gaseificado, elaborado com bourbon, rum com masala brasileiro, mix de bitters, gengibre e demerara. O coquetel já está entre os mais pedidos do bar.

Decorado com azulejos brancos e com aquelas arandelas de parede que remetem a um globo, o térreo da casa emula os bares de hotéis paulistanos dos anos 1970.

Com direito a iluminação mais escura e um papel de parede com desenhos de bichos e folhagens tropicais, o primeiro andar reproduz a atmosfera das casas de coquetéis de Londres, da mesma década.

“Quantos brasis cabem em um Brasil?”, provoca o letreiro em neon vermelho, afixado na área da escada.

Se depender da criatividade de Silva, um copo é capaz de guardar todos os sabores, aromas e texturas brasileiros.

Afinal, é como diz o brasão na bandeira do estado de São Paulo, no qual o nome do Exímia foi inspirado, “pro Brasilia fiant eximia”. Ou, “pelo Brasil, faça-se o melhor”.





Fonte: Neofeed

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“Swiftflation” pode decidir rumo da política monetária do Reino Unido

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A The Eras Tour, turnê mundial da cantora americana Taylor Swift, tem se mostrado um fenômeno, não apenas ao atrair multidões e arrecadar, até agora, mais de US$ 1 bilhão em bilheteria. Ela também é um evento de cunho econômico, capaz de influenciar até a política monetária dos países.

É o que pode ocorrer no Reino Unido, onde a cantora tem apresentações marcadas até domingo, 23 de junho, além de outros shows em Londres em agosto.

Segundo uma análise do banco de investimentos TD Securities, com a previsão de que centenas de milhares de swifties, como são chamados os fãs da cantora, irão à capital para ver a última parte da turnê britânica, resultando em um forte aumento do consumo na cidade, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) pode ter que adiar o corte dos juros.

“Ainda prevemos que o BoE realize um corte nos juros em agosto, mas os dados de inflação para o mês [de agosto] podem fazer o MPC (Comitê de Política Monetária) esperar em setembro”, diz trecho da análise do banco, de acordo com o site CNBC.

O mercado estima que o BoE comece a reduzir em breve a taxa básica de juros, que está em 5,25%, maior patamar em quase 16 anos. Segundo um levantamento realizado pela Reuters, um total de 63 de 65 economistas consultados projetam o início da redução dos juros em agosto.

Já o corte na reunião de setembro é uma incógnita, segundo a análise do TD Securities, considerando o possível impacto que a parte final da turnê de Taylor Swift pode ter nos dados de inflação de agosto, levando em conta o peso de Londres.

“Um aumento nos preços dos hotéis poderá ser material, adicionando temporariamente até 30 pontos base à inflação dos serviços”, diz trecho da análise.

O impacto econômico da Eras Tour não está limitado ao Reino Unido. Ele tem sido um fenômeno em vários países por qual passou, a ponto de ganhar apelidos como “Swiftflation” e “Swiftonomics”, em referência ao aumento da demanda por hotéis, voos e alimentação nas cidades das apresentações.

Em Edimburgo, Escócia, por onde a turnê pelo Reino Unido começou, os shows e gastos associados adicionaram cerca de 77 milhões de libras esterlinas (US$ 98 milhões) à economia local, segundo o governo da cidade.

De acordo com o TD Securities, os dados apontaram para um aumento “maior que o normal” nos preços dos hotéis na capital escocesa durante a visita de Swift.

O fenômeno da “Swiftflation”, porém, está com prazo para acabar. Durante o show realizado em Liverpool, na quinta-feira, 13 de junho, Swift disse ao público que ela deve encerrar a turnê em dezembro.



Fonte: Neofeed

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